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<title>JCS Notícias &#45; : Economia</title>
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<dc:rights>Copyright © 2025 JCSites.com &#45; Todos os Direitos Reservados.</dc:rights>

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<title>Câmara Legislativa aprova uso de imóveis públicos para socorrer BRB</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Por 14 votos favoráveis e 10 contrários, a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira (3) o projeto que autoriza o Governo do Distrito Federal (GDF) a fazer um aporte no Banco de Brasília (BRB) para cobrir prejuízos relacionados às operações com o Banco Master. 

Encaminhado pelo governador Ibaneis Rocha, o texto autoriza o DF a capitalizar o banco e a contratar empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.

Notícias relacionadas:Técnicos da Câmara Legislativa recomendam rejeitar projeto sobre BRB.Governo do DF propõe dar imóveis como garantia para capitalizar BRB.Além disso, o projeto permite oferecer nove imóveis públicos para venda, transferência ao banco ou estruturação em fundo imobiliário.  Os imóveis podem ainda servir como garantia nas operações de crédito, cobrindo eventuais inadimplências do BRB.

Pressão e negociação

A votação foi precedida de intensa articulação política. Na véspera, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, reuniu-se por quase 12 horas com deputados distritais.

Em discurso, afirmou que, sem a aprovação do projeto, o banco poderia “deixar de existir” e interromper operações como pagamento de servidores, programas sociais, transporte público e linhas de crédito.

O tema dividiu a Casa. Deputados da base governista defenderam a proposta como única alternativa para preservar o controle do banco pelo DF. “Não vamos deixar o BRB ir para o fundo do poço”, afirmou o líder do governo, Hermeto (MDB).

Parlamentares de oposição classificaram o texto como um “cheque em branco”. A deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu uma réplica simbólica de um cheque durante a sessão, criticando a falta de laudos detalhados de avaliação dos imóveis.

O deputado Chico Vigilante (PT) afirmou que a proposta permite a alienação de bens públicos sem comprovação adequada de interesse público e anunciou que a oposição estuda ingressar na Justiça para tentar barrar a futura lei.

Um estudo técnico da Consultoria da própria CLDF havia recomendado a rejeição do projeto, por riscos jurídicos e fiscais. Entre os problemas, está a possível afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal e impactos no orçamento do DF.

A votação foi tensa, com funcionários do BRB ocupando as galerias do plenário e a entrada da Câmara Legislativa. Por diversos momentos, eles bateram boca com deputados da oposição, que acusaram os bancários de serem usados como massa de manobra pelo governador Ibaneis.

Confira mais informações sobre este assunto no Repórter Brasil, da TV Brasil



Mudanças incluídas

Durante a tramitação, deputados incluíram alterações no texto:


	Obrigação de relatórios trimestrais do BRB com detalhamento das operações;
	Previsão de reversão ao DF de valores excedentes ao necessário para recompor o capital do banco;
	Compensação, com imóveis equivalentes, à Companhia Energética de Brasília (CEB), à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) e à Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), caso seus terrenos sejam utilizados;
	Destinação de 20% do valor arrecadado ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), que poderá converter o montante em ações do banco;
	Criação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) em modelo de condomínio fechado, com o DF como cotista inicial e o BRB responsável pela estruturação.


Próximos passos

O BRB pediu aos acionistas autorização para aporte de até R$ 8,86 bilhões, e uma assembleia está marcada para o dia 18 de março. A instituição pretende apresentar solução até 31 de março, quando divulgará o balanço de 2025. A votação em segundo turno deve ocorrer nos próximos dias. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
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<title>Fim do 6x1: Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6x1 seja construída, em conjunto, por empregados, patrões e o governo.

A declaração de Lula ocorreu na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, que ocorre na capital paulista até o próximo dia 5, no Anhembi.

Notícias relacionadas:Governo pode enviar projeto com urgência se escala 6x1 não avançar.Acabar com a escala 6x1 é prioridade do governo, afirma Boulos.Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6x1.Segundo o presidente, para os trabalhadores, será mais vantajoso realizar um acordo com a classe empresarial antes de o Congresso apreciar o tema.


“É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, disse.


“Tanto será melhor para nós se o que sair for o resultado de um acordo entre os empresários, os trabalhadores e o governo”, acrescentou.

O presidente disse ainda que o governo não irá “pender para um lado” nas discussões.


“Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira. Nós queremos contribuir para, de forma bem pensada, bem harmonizada, encontrar uma solução”, disse.


O encontro, no Anhembi, visa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e fortalecer o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:20 -0300</pubDate>
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<title>Aposta do CE acerta dezenas da Mega e leva prêmio de R$ 158 milhões</title>
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<description><![CDATA[ Uma aposta de Eusébio (CE) acertou sozinha as seis dezenas do concurso 2.979 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (3). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 158.039.482,14.

Os números sorteados foram: 18 - 27 - 37 - 43 - 47 - 53

128 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 38.728,95 cada.

7.902 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.034,09 cada. 

O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 45 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado na quinta-feira (5).  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:19 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
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<title>Emplacamentos de veículos avançaram em fevereiro, aponta Fenabrave</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O número de emplacamentos de veículos novos no Brasil cresceu 4,13% no mês de fevereiro, comparado ao mesmo mês de 2025, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (4) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa as concessionárias.

O montante inclui diversos tipos de veículos, como comerciais leves, automóveis, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias.

Notícias relacionadas:Indústria de máquinas e equipamentos começa 2026 em desaceleração.BNDES vai destinar mais R$ 70 bi para o programa Nova Indústria Brasil.Agro cresce 11,7%, impulsiona PIB e ganha participação na economia.O total de veículos novos vendidos foi de 374.931, o que também representa aumento de 2,25% em comparação a janeiro de 2026.

Segundo a federação, a alta se deve principalmente aos emplacamentos de automóveis e comerciais leves, que cresceram 8,82% no mês, além de implementos rodoviários, com aumento de 15,3% na comparação com janeiro.

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Programa Carro Sustentável

Um dos responsáveis pelo impulso nas vendas dos automóveis e comerciais leves é o programa Carro Sustentável, do governo federal, lançado em meados do ano passado.

A iniciativa reduziu as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros mais leves, econômicos e movidos a energia limpa.

Segundo o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, os emplacamentos dos modelos incluídos nessa categoria cresceram em quase 25% por causa do programa.

De acordo com a Fenabrave, os modelos que fazem parte do programa somaram 301.977 emplacamentos entre julho de 2025 e fevereiro deste ano, contra 241.906 unidades do mesmo tipo emplacadas em período igualmente anterior, quando não havia o programa.

Caminhões

Considerando-se apenas o emplacamento de automóveis, veículos comerciais leves, caminhões e ônibus, foram comercializadas 185.150 unidades em fevereiro, o que representou aumento de 0,12% em relação a fevereiro do ano passado, e de 8,57% em relação a janeiro.

Um dos destaques entre esses veículos foi o segmento de caminhões, que começou a demonstrar um sinal de recuperação principalmente pelo impacto do Move Brasil, programa criado em janeiro deste ano e que oferece crédito para a compra de caminhões.

Na comparação mensal, o segmento apresentou aumento de 3,73%, embora ainda acumule retração de 24,15% na comparação anual.

O presidente da Fenabrave explica que o transporte de cargas é historicamente mais sensível às condições macroeconômicas, como a disponibilidade de crédito.

&quot;A decisão de investimento nesse segmento depende diretamente do custo do crédito e das expectativas em relação à atividade econômica, além de iniciativas de estímulo às vendas, como o programa Move Brasil”, analisa Arcelio Junior.

O Move Brasil deve disponibilizar R$ 10 bilhões em créditos, sendo que, até o momento, foram contratados R$ 4,2 bilhões.

Motos

O segmento de motos, por sua vez, continua sendo o grande motor do mercado automotivo em 2026, com crescimento de 9,97% em relação a fevereiro do ano passado. 

“A motocicleta continua sendo uma solução eficiente de mobilidade individual e para serviços de transporte, que cresceu desde a pandemia. Ela também tem sido considerada como segundo veículo da família”, comenta o presidente da Fenabrave.

Projeções

Para 2026, a Fenabrave disse esperar um crescimento do setor como um todo em torno de 6,10%, puxado principalmente pela venda de novas motocicletas, que deve crescer 10% neste ano.

Já para os automóveis e comerciais leves, a expectativa é de crescimento em torno de 3%, com um total de 2,62 milhões de unidades comercializadas. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:17 -0300</pubDate>
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<title>Impacto da guerra no preço do combustível ao consumidor pode demorar</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O impacto da guerra no Oriente Médio nos preços pagos pelo consumidor brasileiro por combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel, pode demorar a chegar. A avaliação é do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy.

O petróleo teve forte alta nos últimos dias, desde o início dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, no último sábado (28), e das retaliações do país persa contra Tel Aviv e bases americanas em diversos países produtores de petróleo na região.

Notícias relacionadas:Estados Unidos se dividem sobre apoio à guerra contra o Irã.Novos ataques de Israel e EUA ao Irã fazem petróleo disparar .Haddad: guerra no Irã não impactará economia brasileira imediatamente.O porta-voz do instituto que representa a indústria petrolífera no Brasil explicou que toda refinaria mantém um estoque de petróleo, e que esse é um dos motivos para que a mudança não aconteça da noite para o dia.

Entretanto, se o petróleo permanecer em um patamar alto, pouco a pouco, as refinarias vão começar a comprar o produto mais caro. 

“Na medida em que esse petróleo mais caro chegar às refinarias, elas também, com um certo tempo, tenderão a transferir esse preço para os seus contratos novos, porque nos contratos já firmados, elas garantem o preço anterior&quot;.


&quot;É um processo longo, que pode durar até seis meses para acontecer. Não haverá nenhuma mudança de patamar de preço a curto prazo, inclusive, para o consumidor brasileiro&quot;, afirmou Roberto Ardenghy à Agência Brasil.


O presidente apontou que a incerteza que paira no mercado global sobre o futuro do conflito é um dos motivos que pode retardar o impacto nos preços pagos pelos consumidores.

&quot;Altos patamares do preço do petróleo dependem da continuidade ou não do conflito armado, do bloqueio do Estreito de Ormuz, da disseminação do conflito para outros países do Oriente Médio. Então, ainda não se tem segurança de que isso vai acontecer&quot;, explicou.

Ardenghy acrescentou que o mercado do petróleo opera com projeções de longo prazo em contratos, que têm que ser honrados. É preciso considerar também, afirma ele, que alguns países têm estoques estratégicos importantes, que certamente serão usados nesta situação de crise.

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Estreito de Ormuz

Sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem da maior parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio, Roberto Ardenghy pondera que o fechamento não interrompe todo o fluxo do óleo extraído na região, porque há rotas alternativas.

Porta de saída do Golfo Pérsico, o estreito fica na costa do Irã, que determinou seu bloqueio em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel. O presidente do IBP cita que o Iraque, por exemplo, pode bombear petróleo por meio da Turquia. 

Já a Arábia Saudita tem oleodutos que podem levar suas exportações para o Mar Vermelho, alcançando os mercados por outra rota logística. O mesmo vale para os Emirados Árabes Unidos, e até mesmo o próprio Irã pode encontrar outra via para escoar parte de sua produção.

“Há algumas alternativas, não para garantir todo aquele volume que passa no Estreito de Ormuz, mas, pelo menos, para uma parcela importante. Portanto, não haverá mudança de patamar de preço de modo estável, no mínimo, pelos próximos 60 a 90 dias”, avaliou.

 


            
        
    

Brasil no mercado internacional

O presidente do IBP destacou que o Brasil já é um importante produtor de petróleo, com uma produção que atingiu 3,8 milhões de barris por dia em 2025, enquanto a exportação chegou a 1,7 milhão de barris.

“Há perspectivas, inclusive, de que aumentemos, ainda mais, a nossa produção nos próximos anos. Se a gente conseguir encontrar petróleo na Margem Equatorial, na Bacia de Pelotas e em outras áreas no Brasil, a nossa participação pode ser ainda mais relevante”, apontou.

Diante desse desempenho, Ardenghy estimou que o Brasil tem condição de suprir uma quantidade de petróleo para o mercado internacional.

“Somos atores importantes e podemos inclusive contribuir com essa falta de petróleo ou essa escassez que venha do Oriente Médio e compensar com a nossa produção atual e a futura. Hoje, o Brasil já é um produtor relevante. Somos o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo”, pontuou.

O executivo acredita que, a partir do que ocorre atualmente no Oriente Médio, ocorrerá o que o setor chama de reorientação dos fluxos globais de comércio de petróleo e gás natural.


“Os países muito dependentes do Oriente Médio, mesmo que as coisas se acalmem por lá, vão procurar diversificar as suas fontes de suprimento. Especialmente, os países da Ásia, como o Japão, a Coreia, a China e a Índia, países que hoje dependem muito do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz”, destacou.


“Mesmo que a situação no Oriente Médio se normalize, a gente não sabe se, em médio ou longo prazo, essa situação de normalidade vai continuar ou se vamos ter um outro conflito, inclusive militar”, completou.

É nesse cenário que o presidente do IBP vê espaço para o Brasil evoluir no mercado de petróleo e gás.

“Somos um produtor confiável de petróleo, temos a presença, no Brasil, de grandes empresas internacionais, a presença também da Petrobras como uma empresa com muita experiência na produção e na exportação de petróleo”, indicou.

 


            
        
    
Vista aérea do navio-plataforma P-71, instalado no campo de Itapu, no pré-sal da Bacia de Santos, a 200 km da costa do Rio de Janeiro. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil


Na visão dele, isso só ressalta a necessidade de o Brasil manter a atividade petrolífera, a pesquisa geológica, a perfuração na Margem Equatorial e em outras áreas do país.

“Para que a gente possa, primeiro, ter segurança energética nas próximas décadas, mantendo a nossa economia livre dessas tensões globais que afetam o petróleo. E também ter um excesso de petróleo, para que a gente possa exportar para outros mercados, gerando divisas para o Brasil”, relatou. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:15 -0300</pubDate>
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<title>Dólar cai para R$ 5,21 em dia de correção no mercado</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Após dois dias de turbulências, o mercado financeiro teve um dia de correção. Numa sessão marcada pelo alívio temporário nas tensões, o dólar recuou quase 1%.

A bolsa de valores recuperou-se parcialmente, e o petróleo ficou próximo da estabilidade.

Notícias relacionadas:Impacto da guerra no preço do combustível ao consumidor pode demorar.Novos ataques de Israel e EUA ao Irã fazem petróleo disparar .O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,218, com recuo de R$ 0,047 (-0,89%). A cotação operou em baixa durante toda a sessão, operando entre R$ 5,20 e R$ 5,22.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 185.366 pontos, com alta de 1,24%.

Em alta durante toda a sessão, o indicador foi sustentado por ações de bancos. Os papéis de petrolíferas e de mineradoras caíram, por causa da queda ou da estabilidade do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).

O barril do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, ficou estável, em US$ 81,40. O barril do tipo WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 0,13%, para US$ 74,66.

Apesar de o Estreito de Ormuz continuar fechado, o presidente estadunidense, Donald Trump, anunciou que navios do país poderão escoltar petroleiros e navios-tanque. Além disso, a Secretaria do Tesouro poderia fornecer seguros emergenciais para empresas de navegação.

A estabilidade na cotação do petróleo ajudou a reverter parcialmente a alta do dólar nos últimos dias. Investidores aproveitaram o recente aumento para vender a moeda e embolsar os lucros recentes.

* Com informações da Reuters ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:13 -0300</pubDate>
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<title>Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), em votação unânime, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia.

Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.

Notícias relacionadas:União Europeia acelera acordo comercial com o Mercosul, diz Comissão.Alckmin: Acordo Mercosul-União Europeia deve entrar em vigor em maio.Argentina e Uruguai aprovam acordo Mercosul-União Europeia.O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 41/2026, que ratifica o acordo, ainda precisa ser promulgado pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), ato que concluirá a internalização do pacto comercial pelo Parlamento brasileiro. Esta era a última etapa para a entrada em vigor dos termos do tratado.

Na prática, o acordo estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a implementação do acordo pode incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões e ampliar a diversificação das vendas internacionais brasileiras, beneficiando inclusive à indústria nacional. Os parlamentos de Argentina e Uruguai já haviam aprovado o acordo na semana passada.

Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo. Porém, na última semana, a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, afirmou que a UE aplicará o acordo de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.

O tratado conta com forte apoio de países como Alemanha e Espanha, mas enfrenta resistências principalmente da França, que teme perda de concorrência no setor agropecuário.

Confira mais informações sobre o acordo no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil 

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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:11 -0300</pubDate>
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<title>Governo regulamenta regras de salvaguardas em acordos comerciais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No mesmo dia em que o Congresso Nacional concluiu a internalização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que cria uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, o governo federal publicou um decreto que regulamenta as regras de aplicação de salvaguardas para produtores nacionais.  

De acordo com o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (4), as medidas de salvaguardas bilaterais poderão ser aplicadas quando as importações de um produto sujeito a condições preferenciais, em decorrência de um acordo, aumentarem em quantidade e em condições tais que causem ou ameacem causar um prejuízo grave à indústria doméstica.

Notícias relacionadas:Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia.Alckmin: governo prepara decreto de salvaguardas no acordo Mercosul-UE.União Europeia acelera acordo comercial com o Mercosul, diz Comissão.As medidas podem ser adotadas para proteger tanto o setor industrial quanto o agrícola.

Segundo o governo, a adoção de uma salvaguarda pode, por exemplo, levar à suspensão temporária do cronograma de desconto tarifário negociado ou ao restabelecimento da tarifa aplicada antes da vigência de um acordo comercial.

Também poderá ser instituída uma cota tarifária, com a definição de um volume de importações até o qual as mercadorias continuam a usufruir das preferências pactuadas. Ultrapassado esse limite, os produtos passam a estar sujeitos à suspensão do cronograma de desgravação tarifária ou ao restabelecimento das tarifas anteriormente aplicadas.

Ainda segundo o decreto, caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex) adotar medidas de salvaguarda, após investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Decom/Secex).

A indústria doméstica poderá solicitar investigação de salvaguardas bilaterais e, em circunstâncias excepcionais, a Secex também fica autorizada a abrir investigações de ofício.

O mecanismo já havia sido anunciado na semana passada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e era uma demanda especialmente do setor agrícola brasileiro.

Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.

O setor do agronegócio nacional queria que essas salvaguardas fossem assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:09 -0300</pubDate>
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<title>Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A taxa de desocupação do Brasil ficou em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, resultado que representa estabilidade frente ao período de agosto a outubro de 2025, que teve o mesmo percentual, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando atingiu 6,5%, há um recuo de 1,1 ponto percentual (p.p.).

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal ) PNAD-Contínua) foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Notícias relacionadas:Dezenove estados e DF têm em 2025 o menor desemprego já registrado.Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível.Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado.De acordo com a pesquisa, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Esse é o menor contingente de desocupados da série e ficou estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual houve queda de 17,1%, o que equivale a 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro. 

A população ocupada atingiu 102,7 milhões, o que também é o maior contingente da série comparável, permanecendo estável no trimestre e alta de 1,7% , ou seja, mais 1,7 milhão de pessoas no ano. O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 58,7%. Isso representa estabilidade no trimestre (58,8%) e elevação de 0,5 p.p., ou 58,2%, no ano.

Subutilização

Ao atingir 13,8% entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a taxa de subutilização da força de trabalho também ficou estável na comparação trimestral. Segundo o IBGE, esse é “o percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada”. Ainda na mesma comparação trimestral, o percentual representa recuo de 1,8 p.p. 

Desalento

A população desalentada alcançou 2,7 milhões e de acordo com a PNAD Contínua foi outro dado que apresentou estabilidade no trimestre, sendo que no ano teve recuo de 15,2%, ou seja, menos 476 mil pessoas. No trimestre o percentual de desalentados chegou a 2,4% com estabilidade no trimestre e queda de 0,4 p.p. no ano (2,8%).

Esta é a parcela da população com pessoas em idade de trabalhar, de 14 anos ou mais, que embora tenham vontade de trabalhar e estão dispostas a isso, estão fora da força de trabalho por não procurarem uma vaga por acreditar que não conseguiriam e ainda por serem consideradas muito jovens/idosas, ou por falta de vagas na localidade.  

Também no trimestre encerrado em janeiro de 2026, a força de trabalho, que são as pessoas ocupadas e desocupadas ficou estável ao atingir 108,5 milhões de pessoas, mas na comparação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior avançou 0,4%, ou mais 472 mil pessoas.

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Rendimento

A  coordenadora da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, afirmou que o crescimento da massa se dá do ponto de vista de um maior número de pessoas trabalhando com rendimentos maiores, diante do maior contingente dentro da ocupação com carteira de trabalho assinada, mas ainda naqueles que operam na informalidade, seja em atividades mais elementares com o referencial de rendimento muito atrelado ao salário mínimo, que tem registrado valorização acima da inflação nos últimos anos. 


“O rendimento cresce tanto porque tem mais trabalhadores com vínculos mais estáveis, que seria a carteira de trabalho, como também dentro do segmento da informalidade. Esses trabalhadores informais também têm um crescimento do rendimento”, informou, hoje, durante coletiva virtual para apresentação dos dados


“Essa amplitude, ou seja, crescimento no rendimento no espectro global da ocupação formal e informal contribuíram para que a massa tenha tido crescimentos sustentados e sucessivos ao longo desses últimos anos”, pontuou.

No trimestre encerrado em janeiro de 2026, o rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652. Com aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, é o mais alto da série. Ainda conforme a pesquisa, a massa de rendimento real habitual, que ficou em R$ 370,3 bilhões, também é recorde. Subiu 2,9% no trimestre, o que significa mais R$ 10,5 bilhões e 7,3% mais R$ 25,1 bilhões no ano.

Adriana Beriguy avaliou que os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 indicam fundamentalmente estabilidade dos indicadores de ocupação.

“Embora a entrada do mês de janeiro tenta a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, completou em texto divulgado pelo IBGE. 

De acordo com o IBGE, a Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil e abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios e visitados a cada trimestre. “Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nesta pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país,” diz Adriana Beriguy.

Confira as informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



* Matéria atualizada às 12h09min. para acréscimo de informações.

 

 

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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:07 -0300</pubDate>
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<title>Caixa tem lucro de R$ 15,5 bilhões em 2025, alta de 10,4%</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No ano passado, a Caixa Econômica Federal, registrou lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, desempenho 10,4% superior ao apurado no ano anterior. O lucro líquido contábil foi R$ 16,1 bilhões, com aumento de 18,7% em relação ao ano anterior. Os dados foram divulgados pela Caixa na noite de ontem (4).

No quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido recorrente foi R$ 2,77 bilhões, o que representou uma queda de 39,6% na comparação com o mesmo período de 2024 e de 26,5% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.

Notícias relacionadas:Caixa retoma financiamento para imóveis acima de R$ 2,25 milhões.Caixa tem lucro de R$ 8,9 bilhões no primeiro semestre de 2025.O banco encerrou o ano com uma carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão, uma expansão de 11,5% em relação ao ano de 2024. Os principais destaques foram o financiamento imobiliário, que cresceu 13%, o crédito comercial a pessoas jurídicas (14,2%) e o crédito comercial a pessoas físicas (13,4%). Já as operações em saneamento e infraestrutura avançaram 1% e o agronegócio cresceu 0,6%.

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O índice de inadimplência acima de 90 dias cresceu para 3,07%, ante 3,01% em relação ao trimestre anterior e 1,97% na comparação com o mesmo período de 2024. No crédito imobiliário, a inadimplência caiu para 1,18%, enquanto no crédito para pessoa física o índice subiu para 6,02%. Entre empresas, a alta da inadimplência foi maior, chegando a 12,13% para pessoa jurídica e 14,09% no agronegócio.

 

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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:36:05 -0300</pubDate>
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<title>BNDES tem impacto recorde de R$ 276,5 bi no crédito em 2024</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Ao longo de 2024, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve impacto de R$ 276,5 bilhões no crédito disponível na economia brasileira.O valor é o maior impacto já registrado na história do banco público e representa aumento de 26% em relação a 2023.

O lucro da instituição cresceu 20,5% em relação ao ano anterior e alcançou R$ 26,4 bilhões. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (25) na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

Notícias relacionadas:Mercado financeiro está mais tenso do que em outros tempos, diz Haddad.Prévia da inflação de fevereiro é de 1,23%.Governo publica MP com crédito extraordinário de R$ 4 bi a Plano Safra.O total de R$ 276,5 bilhões de impacto no crédito é a soma de R$ 212,6 bilhões em aprovação de financiamentos e R$ 63,9 bilhões do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que consiste em garantias para empresas de menor porte conseguirem empréstimos em bancos.

A aprovação de crédito cresceu 22% em relação a 2023. O banco também divulgou que os desembolsos – dinheiro efetivamente liberado no ano - somaram R$ 133,7 bilhões, alta de 17% ante o ano anterior.

O valor das aprovações é maior que os desembolsos pois parte dos recursos costuma ser liberada em etapas - as chamadas tranches – em vários anos.

Função do banco

O BNDES é instituição financeira vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e funciona como um braço do governo para apoiar financeiramente investimentos que se relacionem com o desenvolvimento econômico e social do país.

Ao destacar os resultados de 2024, o diretor financeiro e de mercado de capitais, Alexandre Abreu, destacou que, pela primeira vez desde 2017, a indústria (R$ 52,4 bilhões) teve mais liberação de crédito do que a agropecuária (R$ 52,3 bilhões).


“O que mostra o sucesso das políticas voltadas para o fortalecimento da indústria, principalmente da Nova Indústria Brasil (NIB, política industrial do governo)”, apontou.


Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é um “ótimo indicador”.


&quot;A indústria é um setor que gera muito valor agregado, mão de obra, empregos mais qualificados, gera inovação tecnológica&quot;.


O setor que mais atraiu a aprovação de financiamentos foi o de infraestrutura (R$ 74,6 bilhões). Comércio e serviço atraíram (R$ 33,4 bilhões).


            
        
    
BNDES apresenta resultado financeiro de 2024. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Mercadante enfatizou que no crédito de infraestrutura, houve uma mudança de perfil.


&quot;Nós continuamos crescendo fortemente, mas antes, era o saneamento que liderava, agora é o crédito rodoviário&quot;


Micro e pequenas

Alexandre Abreu ressaltou também que o impacto no crédito para micro e pequena empresa (desembolso e garantias) atingiu R$ 156,3 bilhões em 2024, crescimento de 119,8% desde 2022 e 44,7% ante 2023. Esses aumentos são maiores que do volume total para todas as empresas (81% e 26%, respectivamente).


“Mostra que o nosso foco em pequenas e médias empresas é muito grande e vem se expressando através dos números”.


Lucro

Do lucro líquido de R$ 26,4 bilhões, metade foi recorrente, R$ 13,2 bilhões. A outra metade é composta de eventos não recorrentes, ou seja, que não acontecem necessariamente sempre, como recebimento de dividendos de empresas investidas e recuperação de dívidas atrasadas.

Em 2024, o BNDES recebeu R$ 10,4 bilhões em dividendos de empresas das quais detém ações, principalmente Petrobras e JBS (indústria alimentícia).

De acordo com a diretoria do BNDES, o lucro do banco é o terceiro maior entre os principais bancos do país em valores nominais (sem descontar a inflação). Perde para o Itaú (R$ 40,2 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 37,9 bilhões) 

No entanto, em relação ao número de funcionários, o BNDES lidera o ranking, como lucro líquido de R$ 11,35 milhões por funcionários.

O BNDES fechou 2024 com patrimônio líquido de R$ 158,4 bilhões e carteira de crédito de R$ 584,8 bilhões – o maior valor em sete anos.

A inadimplência superior a 90 dias foi de 0,001%. “Praticamente zero”, destaca Abreu. No mercado bancário brasileiro como um todo, o índice de inadimplência é de 2,95%, segundo o diretor.

Contas públicas

Ao longo do ano passado, o banco repassou R$ 29,5 bilhões em dividendos ao governo, o que ajudou as contas públicas. “É um resultado extraordinário que ajudou no arcabouço fiscal”, afirmou Mercadante. “Isso foi direto para o Tesouro”, completou.

O banco público mantinha até o fim de 2024 carteira de participação societária (ações de outras empresas e fundos de investimentos) de R$ 82 bilhões, 30,8% a mais que em 2022. Além de Petrobras e JBS, outras grandes empresas investidas do banco são Eletrobras e Companhia Paranaense de Energia (Copel).

O portfólio de participação societária é o mesmo desde o fim de 2022, ou seja, o acrescimento de R$ 19,3 bilhões nesse período se deveu à valorização dos ativos. “Se tivéssemos vendido, nós teríamos deixado de ganhar esses valores, fora os dividendos [que recebemos]”, disse o diretor Abreu.

Projeção

Mercadante acredita que a despeito da alta da taxa de juros no país, para combater a inflação, o BNDES terá papel importante na concessão de empréstimos. Ele citou investimentos de infraestrutura em rodovias, que devem somar R$ 30 bilhões em 2025.

Atualmente, a aprovação de crédito do banco está em 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB, medição do tamanho da economia). Até 2026, o banco espera alcançar 2% do PIB.


&quot;Estamos bastante empenhados em entregar esse esforço do crédito, que é muito importante para manter o crescimento, emprego e desenvolvimento&quot;
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:49 -0300</pubDate>
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<title>Haddad desmente fake news sobre aumento de contribuição do MEI</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Diante de uma nova onda de fake news sobre a contribuição dos microempreendedores individuais (MEI), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi às redes sociais desmentir as falsas informações. Em postagem na rede social X, o ministro reiterou que o pagamento à Previdência Social permanece em 5% do salário mínimo.


“Os bolsonaristas começaram a divulgar mais uma fake news. A contribuição social do MEI continua em 5% do salário mínimo, como sempre. E só pode ser alterada pelo Congresso Nacional. Não há nenhuma iniciativa parlamentar nesse sentido. Quem espalha essas mentiras está atrapalhando o empreendedor brasileiro”, postou o ministro no X.


Notícias relacionadas:TikTok remove vídeo fake de Haddad após notificação da AGU.Previdência Social atualiza valores de benefícios do INSS.Senai atenderá 10,8 mil micro, pequenas e médias indústrias em 2025.A partir de fevereiro, a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou para R$ 75,90 para os MEI em geral e para R$ 182,16 para os MEI caminhoneiros. No caso dos caminhoneiros, o valor poderá chegar a R$ 188,16, dependendo do tipo do produto transportado e do destino da carga.

A alta, em valor nominal, reflete o aumento do salário mínimo, que passou de R$ 1.412 em 2024 para R$ 1.518 em 2025. No entanto, a proporção permanece em 5% do salário mínimo para o MEI em geral e em 12% para os caminhoneiros, mais o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou o Imposto sobre Serviços (ISS).

Os novos valores estão em vigor desde 1º de janeiro, mas só começaram a ser pagos em fevereiro. O pagamento é feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que vence todo dia 20 de cada mês. O documento pode ser emitido diretamente no portal do Simples Nacional ou pelo aplicativo MEI, disponível para os sistemas iOS e Android. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:42 -0300</pubDate>
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<title>Vendas do Tesouro Direto têm recorde com R$ 8,76 bi em investimentos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As vendas de títulos do Tesouro Direto somaram R$ 8,763 bilhões em janeiro deste ano, o maior valor da série histórica do programa, de acordo com o Tesouro Nacional. Já os resgates totalizaram R$ 7,181 bilhões, sendo R$ 3,113 bilhões relativos às recompras (resgates antecipados) e R$ 4,067 bilhões aos vencimentos, quando o prazo do título acaba, e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Assim, as emissões líquidas de títulos atingiram R$ 1,583 bilhão no mês passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.

Notícias relacionadas:Tesouro Direto e B3 anunciam empresas inovadoras que receberão suporte.Olimpíada do Tesouro Direto distribui prêmios para 54 escolas públicas.Os títulos mais procurados pelos investidores foram os vinculados à Taxa Selic – a taxa básica de juros da economia – que corresponderam a 44,1%. Já os papéis corrigidos pela inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) tiveram participação de 30,1% nas vendas, enquanto os prefixados – com juros definidos no momento da emissão – representaram 25,9%.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Selic, utilizada pelo Banco Central para conter a inflação. A taxa está em 13,25% ao ano e, com a expectativa de novas altas, os papéis continuam atrativos. Os títulos corrigidos pela inflação também têm atraído os investidores em razão da expectativa de alta do IPCA nos próximos meses.

O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 159,9 bilhões no fim de janeiro, com aumento de 1,9%, na comparação com o mês anterior (R$ 156,9 bilhões), e de 22,9% em relação a janeiro do ano passado (R$ 130,1 bilhões).

Investidores

Quanto ao número de investidores, 449.329 novos participantes cadastraram-se no programa no mês passado. O número de investidores atingiu 31.493.170, alta de 15% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos – com operações em aberto – chegou a 3.010.879, aumento de 19,2% em 12 meses. No mês, houve redução de 3.042 investidores ativos.

A procura do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que corresponderam a 78,1% do total de 989.581 operações ocorridas em janeiro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 56%. O valor médio por operação foi de R$ 8.855,67.

Os investidores têm preferido papéis de curto prazo. As vendas de títulos com prazo de até cinco anos representaram 73,3%. Já aquelas com prazo de cinco a dez anos são 4,8% do total. Os papéis de mais de dez anos de prazo chegaram a 21,8% das vendas.

O balanço completo do Tesouro Direto está disponível na página do Tesouro Nacional na internet.

Fonte de recursos

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas adquirissem títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa semestral para a B3, a bolsa de valores brasileira, que tem a custódia dos títulos.

Mais informações podem ser obtidas no site do Tesouro Direto.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:41 -0300</pubDate>
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<title>Governo vai liberar saldo do FGTS a quem optou por saque&#45;aniversário</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos sem justa causa poderão sacar os recursos depositados pela empresa antes da dispensa. Na sexta-feira (28), o governo federal publicará medida provisória liberando os recursos, confirmou o Ministério do Trabalho e Emprego.

A medida beneficiará 12,1 milhões de trabalhadores dispensados desde janeiro de 2020 até a data da publicação da MP e injetará R$ 12 bilhões na economia. Segundo o Ministério do Trabalho, os valores serão creditados na conta cadastrada no FGTS em duas etapas.

Notícias relacionadas:Haddad desmente fake news sobre aumento de contribuição do MEI.Na primeira etapa, será depositado valor até o limite de R$ 3 mil da parcela depositada pelo empregador anterior. Se o valor for superior, o saldo restante será liberado numa segunda etapa, 110 dias após a publicação da MP.

A liberação ocorrerá apenas nessas duas fases.

Depois desse prazo, os trabalhadores que optarem pelo saque-aniversário e forem demitidos não poderão acessar o saldo, que permanecerá retido.

Nesta terça-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniria com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e as centrais sindicais para comunicar a medida. No entanto, o encontro foi adiado por problemas de agenda, informou o Palácio do Planalto. Durante a tarde, Lula se reuniu com Nísia Trindade, quando comunicou-a da saída do cargo de ministra da Saúde.

Saque-aniversário

Criada em 2019 e em vigor desde 2020, a modalidade do saque-aniversário permite a retirada de parte do saldo de qualquer conta ativa ou inativa do fundo a cada ano, no mês de aniversário.

Em troca, o trabalhador não poderá sacar o valor depositado pela empresa em caso de demissão sem justa causa, apenas a multa rescisória.

O período de saques começa no primeiro dia útil do mês de aniversário do trabalhador. Os valores ficam disponíveis até o último dia útil do segundo mês subsequente.

Caso o dinheiro não seja retirado no prazo, volta para as contas do FGTS em nome do trabalhador. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:41 -0300</pubDate>
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<title>Caixa fecha dezembro com saldo de R$ 832,1 bi em crédito imobiliário</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Caixa encerrou o mês de dezembro de 2024 com saldo de R$ 832,1 bilhões na carteira de crédito imobiliário. O valor atingido é 13,5% maior do que o patamar de dezembro de 2023, conforme salientado em balanço divulgado nesta quarta-feira (26), na capital paulista.

A análise de todo o ano de 2024 indica que as contratações de crédito imobiliário somaram R$ 223,6 bilhões, total 20,6% superior ao de 2023. A marca alcançada no ano passado é recorde. Ao todo, a Caixa financiou 803,4 mil imóveis, permitindo que 3,2 milhões de pessoas adquirissem a casa própria.

Notícias relacionadas:Caixa paga nesta quarta Bolsa Família a beneficiários com NIS final 8 .Caixa Tem passa a ser desbloqueado pelo WhatsApp.Consignado privado será inédito e com juros menores, diz Haddad.Outro resultado destacado pela Caixa foi o da poupança, indicador capaz de ampliar a percepção sobre aspectos como a forma com que os brasileiros estão lidando com o dinheiro e se têm conseguido economizar. Em dezembro de 2024, os depósitos na poupança aumentaram 7,5%, gerando saldo de R$ 385,4 bilhões.

O balanço apresentado pela instituição revela que o total de crédito consignado naquele mês foi de R$ 101,5 bilhões. Uma das discussões atuais é a oferta dessa opção a trabalhadores da iniciativa privada, já disponível para funcionários públicos e aposentados.

O presidente da Caixa, Carlos Vieira Fernandes, ressaltou que, a princípio, há 40 milhões de pessoas habilitadas para obter aprovação na linha e que a modalidade é importante também porque reduz custos de operação. &quot;Estamos só aguardando a regulamentação&quot;, afirmou.


            
        
    
Carlos Antônio Vieira, presidente da Caixa - Valter Campanato/Agência Brasil


Fernandes comemorou o desempenho da instituição financeira e fez colocações sobre a guinada digital do banco. Segundo ele, a fase, no momento, é de remanejamento de agências, algo que está sendo feito gradualmente, conforme demandas identificadas.

Ele disse que o plano é de apenas redistribuir unidades em locais com mais clientes e não perder de vista a vocação social do banco, que é ponte para atendimentos de beneficiários de programas do governo federal. Apenas em 2024, R$ 404,1 bilhões foram pagos a pessoas neles cadastrados, sendo R$ 163,3 bilhões somente do Bolsa Família e R$ 5,6 bilhões a estudantes inscritos no Pé-de-Meia. 

&quot;Vamos até crescer um pouco&quot;, assegurou Fernandes, quando questionado sobre as perspectivas de expansão da Caixa em 2025. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:35 -0300</pubDate>
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<title>Brasil criou 137,3 mil postos formais de trabalho em janeiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasil aumentou em 137.303 o número de empregos formais no mês de janeiro, situação em que o posto de trabalho garante ao trabalhador direitos e deveres previstos na legislação trabalhista regidas pela CLT.

O saldo de empregos celetistas decorre de 2.271.611 admissões e de 2.134.308 desligamentos, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgado nesta quarta-feira (26) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Notícias relacionadas:Desemprego e a informalidade de pretos e pardos estão acima da média.IBGE: em 14 estados, desemprego de 2024 foi o menor já registrado.Salário do trabalhador é acima da média em 8 estados e no DF.De acordo com o ministério, o total de celetistas ativos no país (estoque) em janeiro era de 47.341.293 vínculos, resultado que representa variação positiva de 0,29%, na comparação com o estoque registrado em dezembro.

No acumulado de 12 meses, de fevereiro de 2024 a janeiro deste ano, o saldo também é positivo em 1.650.785 empregos celetistas. No período, foram 25.743.968 admissões e 24.093.183 desligamentos.

Salário

Segundo mostra o Caged, o salário médio das admissões aumentou 4,12% de dezembro do ano passado para janeiro deste ano. O percentual corresponde a um acréscimo de R$ 89,02 no recebido pelos admitidos, resultando em um salário inicial de R$ 2.251,33.

Ao anunciar os números, o ministro Luiz Marinho fez críticas a manifestações creditadas a “um tal mercado que não apresenta CPF”, de que a geração de novos empregos seria algo negativo para o país.


“Vejo com estranhamento esse tal de mercado dizer que saldo positivo de emprego é um mal. Eu não consigo entender que isso seja um problema [que resulte em aumento de juros]”, criticou.


Segundo Marinho, juros é um problema que cabe ao Banco Central monitorar, “dialogando com os entes produtivos, para se prepararem para uma economia crescente, programando mais produção, de forma a controlar a inflação”.

Atividades econômicas

De acordo com os dados do Caged, quatro dos cinco grandes grupos de atividades apresentaram saldo positivo de empregos celetistas em janeiro. O segmento que gerou maior número de vagas foi o de Indústria Geral.


	Indústria Geral, saldo de 70.428 novos postos de trabalho
	Serviços, com saldo positivo de 45.165 postos
	Construção, com saldo de 38.373 postos
	Agropecuária, com 35.754 postos


O único segmento que registrou saldo negativo foi o de Comércio, com 52.417 postos a menos.

Mais críticas

Luiz Marinho aproveitou o resultado para, novamente, falar da “incapacidade do mercado” em fazer projeções que correspondam à realidade brasileira. 

“Foi assim em 2023, quando projetaram que o crescimento do PIB seria, no máximo de 0,7%, quando cresceu 3,2%. Em 2024, projetaram que, no máximo, cresceria 1%. Crescemos 3,8%”, disse.


“Agora estão, de novo, tentando projetar para baixo a realidade da economia brasileira. Não sei qual é a desse tal mercado que nem CPF apresenta, para a gente poder conversar e ensiná-los a projetar corretamente, entendendo que o mundo da economia não se faz somente pela macroeconomia. Tem também a microeconomia, que reage com as políticas públicas de aumento real do salário mínimo”, afirmou.


Regiões

Das cinco regiões, quatro apresentaram saldo positivo no número de empregos formais em janeiro.

No Sul, foram 65.712 novos postos de trabalho, o que corresponde a um aumento de 0,76% de dezembro de 2024 para janeiro deste ano.

Na Região Centro-Oeste, foram 44.363 novos postos, uma alta de 1,06% na comparação com o mês anterior.

O Sudeste gerou 27.756 novos postos (0,12%); e o Norte, 1.932 postos (0,08 %).

Já o Nordeste reduziu em 2.671 o número de empregos celetistas, queda de 0,03%.

Das 27 unidades federativas, 17 registraram saldos positivos. São Paulo foi o estado que apresentou maior saldo, com 36.125 novos postos, o que corresponde a um aumento de 0,25% em janeiro, na comparação com o mês anterior. 

Em segundo lugar está o Rio Grande do Sul, com saldo positivo de 26.732 postos (0,94%), seguido de Santa Catarina, com saldo de 23.062 postos (0,90%).

Unidades federativas

Os estados com menor saldo foram Rio de Janeiro, com uma redução de 12.960 postos celetistas (0,33%), seguido de Pernambuco, que reduziu em 5.230 postos (0,34%); e Pará, com 2.203 postos a menos (0,22%).

Segundo o Caged, em termos relativos, os estados com maior variação positiva em relação ao estoque do mês anterior foram Mato Grosso, com um aumento de 2,07% no número de postos celetistas, com saldo positivo de 19.507 novos postos.

O Rio Grande do Sul aumentou em 0,94% o número de empregos celetistas, o que corresponde a 26.732 novos postos (0,94%). Santa Catarina aumentou em 0,9% o total de empregos formais, resultado que equivale a saldo positivo de 23.062 postos.

Já as unidades federativas que apresentaram as menores variações de estoque em janeiro foram o Acre, com uma redução de 645 postos, seguido de Pernambuco, com menos 5.230 postos, e o Rio de Janeiro, com menos 12.960 postos.

Ouça na Radioagência Nacional:


    
        
            
                
            
        
    








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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:35 -0300</pubDate>
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<title>Rui Costa descarta “medida excepcional” para impulsionar economia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse hoje (26) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai editar qualquer “medida excepcional” para impulsionar a atividade econômica do país.


“Não haverá medida excepcional para impulsionar o crescimento da economia. A economia vai crescer pelo que está contratado. Quem está fazendo investimento em ferrovia não vai parar, porque está contratado no longo prazo. Quem investiu em um porto ou um aeroporto, quem ganhou uma concessão, tem um contrato a cumprir, portanto, esses investimentos não vão parar.  Não haverá nenhuma medida excepcional para reaquecer a economia.”


Notícias relacionadas:Consignado privado será inédito e com juros menores, diz Haddad.Brasil criou 137,3 mil postos formais de trabalho em janeiro.Vendas do Tesouro Direto têm recorde com R$ 8,76 bi em investimentos.Questionado se a proposta de criação do crédito consignado voltado para trabalhadores do mercado privado não seria uma medida do governo para acelerar a economia, o ministro afirmou que a medida é estrutural e para o longo prazo, não é para turbinar a economia ou melhorar a popularidade do atual governo.


“Para adotar, por exemplo, a medida do consignado, Lula se reuniu com os principais bancos, em Brasília, para ouvir a opinião deles. Essa medida traz segurança jurídica ao banco, melhora as garantias, melhora a performance do empréstimo e é muito melhor para o sistema financeiro, porque vai aumentar o volume. Portanto, é uma medida estrutural, não pontual.&quot; 


&gt;&gt;Consignado privado será inédito e com juros menores, diz Haddad

Segundo o ministro, a medida é positiva para a economia brasileira a longo prazo, possibilitando que a pessoa &quot;troque uma dívida cara por uma dívida mais barata&quot;. 

Em entrevista no início da tarde desta quarta-feira, no CEO Conference Brasil 2025, evento organizado pelo banco BTG Pactual, o ministro destacou que o governo não vai deixar de lado o compromisso com a responsabilidade fiscal.


“Logo ali, a gente vai ver, o mais breve possível, a economia se ajustando, o dólar recuando, como já está. E eu diria que a segurança e a confiabilidade no governo,  aumentando. Não tenha dúvida da absoluta responsabilidade fiscal do governo do presidente Lula.”


Popularidade

Para o ministro, a queda na popularidade do presidente Lula, que vem sendo verificada nas últimas pesquisas divulgadas, pode ter sido provocada por uma falta de melhor comunicação do governo e também por notícias falsas que vem sendo divulgadas pelas redes sociais. 


“Acho importante afirmar que quem governa - e governa com serenidade, sabendo aonde quer chegar - nem a pessoa dá pulos de euforia quando você está bem nas pesquisas e nem vai para debaixo da cama e fica com depressão quando está embaixo. Você tem que identificar, analisar e atuar para reverter uma eventual análise.&quot;


Segundo Rui Costa, o governo pretende agora melhorar sua comunicação com a população.

“Estamos melhorando a comunicação porque alguém disse, em uma reunião, que há um deserto de percepção da população em relação ao governo, ou seja, comunicamos mal o que fizemos. E segundo, precisamos ajustar a comunicação para que as fake news, que são a versão falsa, não cheguem antes da notícia verdadeira porque, quando isso ocorre, você vai perder sempre”, disse.

Para ele, essa melhoria na comunicação, aliada à expectativa de se obter uma grande safra neste ano podem não só provocar queda no preço dos alimentos como também melhorar a percepção da população em relação ao governo.


“Nós estamos confiantes que com a entrada da super safra e a melhoria da comunicação, nós vamos reverter essa tendência até o meio do ano”, disse.


Durante a entrevista, o ministro negou ainda que haja uma divisão no atual governo entre ele e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


“Essa é uma luta que se trava entre o fake e a verdade. Eu sou e sempre fui uma pessoa de equipe, de grupo político. Não existe governo forte com o ministro da Fazenda fraco. E não existe governo que seja forte com o ministro da Casa Civil fraco. O governo só é forte quando os ministros se entendem”.


Marco legal

Durante o evento, o ministro também comentou que o governo espera que o Congresso aprove, ainda neste ano, o marco legal sobre o saneamento ambiental. “Estamos discutindo com os senadores e esperamos que esse ano a gente consiga finalizar, no Congresso, a votação desse arranjo inicial para termos um marco legal mais ágil, mais rápido e que não significará abrir mão da preservação ambiental”. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:34 -0300</pubDate>
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<title>Dívida Pública cai 0,87% em janeiro e fica abaixo de R$ 7,3 tri</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O alto volume de vencimentos de títulos prefixados e de papéis emitidos no exterior fez a Dívida Pública Federal (DPF) cair em janeiro. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,316 trilhões em dezembro para R$ 7,253 trilhões no mês passado, com queda de 0,87%.

Em junho do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilhões. Mesmo com a alta em janeiro, a DPF continua abaixo do previsto. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no início de fevereiro, o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.

Notícias relacionadas:Vendas do Tesouro Direto têm recorde com R$ 8,76 bi em investimentos.Brasil criou 137,3 mil postos formais de trabalho em janeiro.Caixa fecha dezembro com saldo de R$ 832,1 bi em crédito imobiliário.A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) caiu 0,23%, passando de R$ 6,967 trilhões em dezembro para R$ 6,176 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 79,97 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis prefixados (com juros definidos antecipadamente). O recuo foi parcialmente compensado pela apropriação de R$ 63,97 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 13,25% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 145,39 bilhões em títulos da DPMFi, o volume mais alto desde maio do ano passado. No entanto, com o alto volume de vencimentos em janeiro, os resgates somaram R$ 255.28 bilhões, o volume mais alto desde agosto do ano passado.

No mercado externo, a queda do dólar e o vencimento de títulos no exterior reduziram o endividamento do governo. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 13,57%, passando de R$ 349,19 bilhões em dezembro para R$ 301,81 bilhões em janeiro. O principal fator foi o vencimento de cerca de US$ 5 bilhões (R$ 29,92 bilhões) no fim de janeiro e o recuo de 5,85% da moeda norte-americana no mês passado.

Colchão

Depois de subir por três meses seguidos, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu. A reserva passou de R$ 860 bilhões em dezembro para R$ 744 bilhões no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o forte resgate líquido líquida (regate menos emissões) no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 6,72 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,221 trilhão em títulos federais.

Composição

O resgate de títulos prefixados (com rendimento definido no momento da emissão) mudou a composição da DPF. A proporção desses papéis caiu de 21,99% em dezembro para 20,15% em janeiro. O PAF prevê que o indicador feche 2025 entre 19% e 23%.

Normalmente, os papéis prefixados indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeriam a administração da dívida do governo.

A proporção dos papéis corrigidos pelos juros básicos subiu fortemente de 46,29% em dezembro para 47,98% em janeiro. O PAF prevê que o indicador feche 2025 entre 48% e 52%. Esse tipo de papel está atraindo o interesse dos compradores por causa das recentes altas da taxa Selic (juros básicos da economia).

A fatia de títulos corrigidos pela inflação na DPF também subiu, passando de 26,96% para 27,72%. O PAF prevê que os títulos vinculados à inflação encerrem o ano entre 24% e 28%.

Composto por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa, o peso do câmbio na dívida pública passou de 4,76% para 4,15%. A dívida pública vinculada ao câmbio está dentro dos limites estabelecidos pelo PAF para o fim de 2025, entre 3% e 7%.

Prazo

O prazo médio da DPF subiu de 4,05 anos para 4,11 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Este é o intervalo médio que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.

Detentores

As instituições financeiras continuam como principais detentoras da Dívida Pública Federal interna, com 29,1% de participação no estoque. Os fundos de pensão, com 24,4%, e os fundos de investimento, com 22,1%, aparecem em seguida na lista de detentores da dívida.

Mesmo com a redução da instabilidade no mercado externo, a participação dos não residentes (estrangeiros) caiu de 10,2% em dezembro para 9,9% em janeiro. Em novembro, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde dezembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública estava em 11,2%. Os demais grupos somam 14,5% de participação.

Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).

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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:34 -0300</pubDate>
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<title>Pesquisa mostra otimismo de microempreendedores individuais com 2025</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Metade dos microempreendedores individuais brasileiros espera que o cenário da economia brasileiro seja favorável a seus negócios neste ano de 2025, revela a Sondagem Econômica do MEI, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em meio a boatos, já desmentidos pelo Ministério da Fazenda, de aumento na alíquota de contribuição previdenciária, a pesquisa indica que 50% estão otimistas com o desempenho de seus negócios neste ano, que deverá ser melhor que o de 2024.

Notícias relacionadas:Brasil criou 137,3 mil postos formais de trabalho em janeiro.Nova plataforma de pequenos serviços conecta MEIs e prefeituras .IBGE: em 14 estados, desemprego de 2024 foi o menor já registrado.No que se refere ao contexto geral do quadro econômico do país, o otimismo dos microempresários caiu um pouco na comparação com o ano passado: 40%.

As regiões que concentram o maior número de microempresários otimistas são o Norte e o Centro-Oeste do país, com 47,8% dos consultados. Em seguida, vêm os nordestinos, com 44,9%. Já o Sudeste, com 37,6%, e o Sul, com 35,4%, são as regiões menos otimistas.

Por campo de atividade, os microempresários da área de comércio estão na ponta da pesquisa, com uma perspectiva positiva de 53,4% para este ano. A indústria registrou índice de 49,6%, e o setor de serviços ficou um pouco abaixo, com 48,7%.

Estão também no Norte e Centro-Oeste os MEIs mais esperançosos de bons resultados para seus próprios negócios: 56,9%. Depois vêm os microempresários do Nordeste (53,3%), do Sudeste (48,5) e do Sul (47,9%).

Otimismo de volta

Segundo o presidente do Sebrae, Décio Lima, a pesquisa endossa a correção das iniciativas econômicas adotadas pelo governo federal.


“Os pequenos negócios representam o segmento que mais gerou empregos em 2024 e o que mais abriu empresas, com mais de 4 milhões de novos empreendimentos. Esses empreendedores são aqueles que nunca desistem, que acordam de manhã e buscam criar oportunidades, gerando emprego e renda. Estamos devolvendo o otimismo ao brasileiro, que voltou a comprar, colocando a economia em movimento”, disse Lima.


Ainda sobre a pesquisa do Sebrae e FGV, pouco mais de 15% dos microempreendedores entrevistados acreditam que o resultado de 2025 será igual ao do ano passado e apenas 13,8% estão pessimistas.

De acordo com o Sebrae, o Brasil conta com aproximadamente 11 milhões de MEIs com registro ativo, dos quais, 90% estão em atividade. O modelo do MEI é a categoria mais popular hoje de formalização legal dos pequenos empreendedores brasileiros. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:33 -0300</pubDate>
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<title>Drex enfrenta desafios de privacidade em primeira etapa, diz BC</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Moeda virtual em elaboração pelo Banco Central (BC), o Drex enfrentou desafios de manutenção da privacidade, de proteção dos dados e de fiscalização da autoridade monetária na primeira etapa, informou nesta quarta-feira (26) a autoridade monetária. O BC divulgou relatório com os resultados da primeira fase do projeto-piloto da futura versão digital do real.

Segundo o documento, apesar dos avanços para manter o anonimato das transações, as soluções testadas até agora têm limitações na garantia da privacidade e da proteção dos dados. A autoridade monetária admitiu que o Drex tem exigido mais acompanhamento tecnológico que o inicialmente previsto.


Notícias relacionadas:Banco Central começa a receber propostas para segunda fase do Drex.Entenda o que é e como funcionará o real digital.“O foco da primeira fase do projeto foi o de garantir a aderência da plataforma Drex ao arcabouço regulatório e legal voltado à proteção da privacidade e à segurança das transações. O relatório analisa as soluções testadas levantando potenciais e desafios. Conclui-se que é necessário maior aprofundamento para garantir a adequação da plataforma aos requisitos de privacidade, proteção de dados e segurança”, destacou o BC em nota.


A autoridade monetária ressaltou que o Drex só prosseguirá se as soluções de tecnologia e de arquitetura do sistema da moeda digital resultarem em mais segurança e eficácia do Sistema Financeiro Nacional. As soluções estão sendo avaliadas na segunda fase.


“O BC reitera que o Drex é um projeto institucional que deve aumentar a segurança e a eficiência do Sistema Financeiro Nacional e do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Partindo dessa premissa, o BC só avançará nas soluções que garantam privacidade, proteção de dados e segurança das transações. Os passos seguintes dependerão dos resultados da segunda fase”, destacou.


O relatório destacou que a evolução e a adoção do Drex dependerão de uma articulação entre o governo, os universitários, a comunidade tecnológica e o sistema financeiro.


“Esses desafios destacam a necessidade de um desenvolvimento contínuo e de uma colaboração estreita entre reguladores, desenvolvedores, academia e participantes do mercado para superar as barreiras atuais. Somente através de um esforço conjunto será possível adaptar e evoluir as tecnologias para que possam atender plenamente às exigências de um sistema financeiro moderno e eficiente”, ressaltou o documento.


Versão eletrônica do papel-moeda, o Drex usa a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas . Classificada na categoria Central Bank Digital Currency (CBDC, Moeda Digital de Banco Central, na sigla em inglês), a ferramenta terá o valor garantido pela autoridade monetária. Cada R$ 1 equivalerá a 1 Drex, por causa da garantia do BC em evitar as oscilações de mercado observadas nos demais criptoativos.

&gt;&gt;Entenda o que é e como funcionará o real digital

Soluções testadas

Em relação à privacidade no uso do Drex, o BC avaliou as seguintes soluções de arquitetura do sistema: prova de conhecimento zero (ZKP), segregação de redes, computação confidencial e privacidade por controle de acesso. As duas últimas, computação confidencial e privacidade por controle de acesso, foram descartadas.

O BC testou as ferramentas Anonymous Zether (desenvolvida por J.P. Morgan e Consensys), Rayls (Parfin) e Starlight (EY). Anunciada como solução adicional a ser avaliada, a ZKP Nova, da Microsoft, não tinha testes prontos na primeira fase do Drex.

Segundo o relatório, em todas as soluções, a privacidade e o anonimato das transações foram garantidos, mas as operações da autoridade monetária também foram ocultadas, o que leva a dificuldades de o BC fiscalizar o funcionamento do Drex, como monitora o restante do sistema financeiro.

O uso de chaves criptográficas específicas reduz o poder da autoridade monetária em acompanhar transferências, identificar carteiras, movimentar recursos em nome do cliente ou bloquear saldos, nas situações em que a legislação exigir.


“É essencial que as autoridades tenham visibilidade e controle sobre o token para cumprir suas obrigações legais, regulamentares ou contratuais. Sem essa capacidade, as autoridades não conseguiriam monitorar atividades suspeitas, prevenir fraudes ou garantir a conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis, comprometendo a segurança e a integridade da plataforma Drex”, diz a autoridade monetária.


Sucesso

Mesmo com os desafios, o BC considerou um sucesso a participação dos 16 consórcios na primeira fase do projeto-piloto, que abordou a emissão, a transferência e a queima (extinção) do Drex. Antes dos testes de privacidade, foram efetuadas 420 operações distintas de emissão de Drex de atacado, 450 transferências e 130 queimas da CBDC. A versão de atacado será usada para manter o valor de 1 Drex para R$ 1.

Em relação ao Drex de varejo, moeda digital lastreada no Drex de atacado, houve mais de 1,9 mil emissões, 300 transferências intrabancárias, 1,6 mil transferências interbancárias e 1,7 mil queimas da moeda digital. A versão destinada ao varejo será a que os bancos poderão emitir aos clientes.

Segunda fase

Sobre a segunda fase, cujo prazo de entrega de propostas acabou em novembro, o BC recebeu 101 propostas de casos de uso (modelos de uso para o Drex pela iniciativa privada). Destas, 50 foram escolhidas com base no cumprimento dos requisitos formais da chamada pública. Várias propostas, explicou o BC, abordavam casos de negócio em discussão na segunda fase do projeto-piloto.

&gt;&gt;Banco Central começa a receber propostas para segunda fase do Drex

Os casos de negócio acolhidos, no entanto, não serão incluídos na segunda etapa de testes por que o BC quer antes resolver os problemas de privacidade e de proteção dos dados. Segundo o BC, o projeto-piloto se mostra desafiador do ponto de vista tecnológico, o que exigirá um acompanhamento maior que o planejado.

“O BC entendeu ainda que as propostas apresentadas não apresentaram diferenciação suficiente em relação aos casos já em teste que justificasse a alocação de recursos necessária para seu acompanhamento”, justificou a autoridade monetária. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 18:22:32 -0300</pubDate>
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