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<title>JCS Notícias &#45; : Mundo</title>
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<title>Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O aprofundamento do conflito bélico no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás, principalmente, por causa do fechamento do Estreito de Ormuz, alerta, em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Por lá, circulam diariamente cerca de 25% do petróleo exportado mundialmente, além de volumes expressivos de gás natural de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

Notícias relacionadas:Conflito Oriente Médio não impactará redução dos juros, diz Haddad.Entenda relação entre a causa palestina e a guerra contra o Irã.Embaixador do Irã: EUA evitam acordo e Trump se acha “rei do mundo&quot;.Para o instituto, um dos reflexos esperados dessa situação é a alteração do nível dos preços do petróleo e do gás natural. Além disso, eventuais bloqueios ou ataques à infraestrutura da região podem causar severas interrupções, ao atingir prioritariamente o abastecimento de grandes economias asiáticas como China, Índia e Japão.


“A perda de competitividade dessas economias e a pressão sobre os preços do petróleo e gás natural são consequências diretas caso as hostilidades se prolonguem.”



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Nesse cenário, o Brasil se apresenta como um fornecedor seguro e confiável em um ambiente de negócios estável. O país pode ainda, segundo a entidade, “oferecer um petróleo de excelente qualidade, com baixo teor de enxofre e baixa emissão de carbono”.

O Brasil vem ampliando sua produção, além de ser o 9º maior exportador mundial e destinar 67% de seu volume exportado de petróleo para a Ásia.

Confira as informações do Repórter Brasil, da TV Brasil



Investimentos

A entidade defende que, diante das instabilidades geopolíticas externas, é importante que o Brasil mantenha investimentos constantes em exploração e produção para a descoberta de novas fronteiras, como a Margem Equatorial.

“[Tudo isso] para a garantia da segurança energética, aumento da oferta exportadora e para se evitar que o país volte à condição de importador de petróleo na próxima década.” ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:26 -0300</pubDate>
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<title>Vaticano adverte contra “culto ao corpo” da cirurgia plástica</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em novo texto aprovado pelo papa Leão XIV, uma importante comissão do Vaticano alertou 1,4 bilhão de católicos do mundo contra o uso da cirurgia plástica, dizendo que ela pode levar a um “culto ao corpo” e a uma busca irrealista por um corpo perfeito.


“Os avanços na cirurgia plástica oferecem ferramentas que mudam significativamente a relação com a própria corporeidade”, afirma o documento.


Notícias relacionadas:Papa critica &quot;zelo pela guerra&quot; em discurso forte no Vaticano.Vaticano diz que não participará do Conselho da Paz de Trump.“Segue-se um ‘culto ao corpo’ generalizado, que tende a uma busca frenética pela figura perfeita, sempre em forma, jovem e bonita.”

&quot;Jesus continuará a amar você à medida que envelhece, mesmo que tenha algumas rugas no rosto, diz ainda o documento do Vaticano divulgado nesta quarta-feira (4).

A Igreja Católica ensina que o corpo humano é feito à imagem de Deus. Embora a Igreja não proíba a cirurgia plástica, ela afirma que os católicos não devem se submeter a procedimentos apenas para satisfazer sua vaidade.

A nova advertência veio em carta da Comissão Teológica Internacional do Vaticano, que aconselha o papa sobre questões doutrinárias enfrentadas pela Igreja.

A comissão alertou contra a cirurgia plástica como parte de uma longa reflexão sobre procedimentos que utilizam tecnologia para promover o avanço da humanidade.

Também advertiu contra um futuro em que a inteligência artificial “corre o risco de escapar ao controle da razão humana” e em que os seres humanos podem optar por implantes mecânicos para se tornarem semelhantes a “ciborgues”.

A cirurgia estética pode levar a uma atitude de mudar seu corpo “de acordo com o gosto do momento”, adverte o texto.

“Surge uma situação curiosa: o corpo ideal é exaltado enquanto o corpo real não é verdadeiramente amado, pois é fonte de limites, fadiga, envelhecimento”, acrescentou.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:24 -0300</pubDate>
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<title>Irã sinaliza levar guerra “ao limite” após míssil chegar à Turquia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O míssil procedente do Irã abatido pela Turquia, nesta quarta-feira (4), sinaliza que Teerã pode levar a guerra “ao limite” para mostrar aos adversários que o conflito poderia sair do controle, impondo perda a toda a região, aos Estados Unidos (EUA) e a Israel.

Essa é a avaliação do professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas, Danny Zahreddine. Por ser um país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o envolvimento da Turquia poderia arrastar mais países para a guerra.

Notícias relacionadas:Novos ataques de Israel e EUA ao Irã fazem petróleo disparar .Israel determina retirada de grande parte do sul do Líbano.Pelo menos 30 mil pessoas ficam deslocadas no Líbano.Para Zahreddine, que também é oficial de artilharia da reserva do Exército brasileiro, o Irã adotou a estratégia de “brinkmanship”, que é levar uma situação à “beira do abismo”.


“É a estratégia de ‘bailar à beira de um abismo pedregoso’. É mostrar aos inimigos que, em um determinado ponto, a guerra pode sair do controle. E, ao sair do controle, todos vão perder muito, inclusive quem ataca” avalia Danny, professor brasileiro de origem libanesa que se especializou em conflitos no Oriente Médio.


Ele argumenta que, ao atacar bases dos EUA em 12 países do Golfo, e lançar um míssil sobre a Turquia, que vinha apoiando os esforços de Teerã para barrar a guerra, o governo iraniano sinaliza que está disposto a “cair no abismo”.

“Isso mostra o tamanho do custo que o Irã está disposto a assumir. E quando você convence o seu oponente que está disposto a morrer junto com você, isso aumenta muito o custo da ação”, completou.

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Turquia: país da Otan

Em nota oficial, o Ministério da Defesa da Turquia informou que um míssil procedente do Irã foi abatido após cruzar os espaços aéreos do Iraque e da Síria, tendo sido interceptado por baterias antiaéreas da Otan, sem vítimas ou feridos.


“Lembramos que nos reservamos o direito de responder a qualquer atitude hostil contra o nosso país. Instamos todas as partes a se absterem de ações que possam agravar ainda mais o conflito na região, diz comunicado de Ancara.


Nesse contexto, acrescenta o documento, &quot;continuaremos a consultar a Otan e nossos demais aliados”.

Sem citar especificamente a Turquia, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, emitiu um comunicado dirigido aos vizinhos e “amigos” de Teerã. 


“Buscamos, por meio da diplomacia, evitar a guerra, mas a agressão militar americano-sionista não nos deixou outra escolha senão nos defender. Respeitamos a vossa soberania e acreditamos que a segurança e a estabilidade da região devem ser alcançadas por meio dos esforços coletivos de suas nações”, afirmou em uma rede social.


A Turquia, vizinha a oeste do Irã, é um dos países que condenou a agressão militar de Israel e EUA contra Teerã.

O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse se tratar de uma violação do direito internacional e “uma clara violação da soberania do Irã, mas também visa a paz e o bem-estar do povo amigo e irmão do Irã”. 

Curdos do Irã incomodam Turquia

A imprensa dos EUA tem publicado, com base em fontes anônimas, que a CIA [Agência Central de Inteligência] estaria tentando armar grupos separatistas curdos no Irã para lutarem contra o governo de Teerã.  

Espalhado por países como Turquia, Irã, Iraque e Síria, o povo curdo forma uma etnia própria que, em alguns casos, luta pela formação de um estado nacional, que seria o Curdiquistão.

O governo de Ancara é um dos adversários da autodeterminação nacional dos curdos, uma vez que o futuro Estado tomaria parte do território atual da Turquia. No Irã, há grupos curdos considerados separatistas e terroristas pelo governo local.

O analista militar e de geopolítica Robinson Farinazzo, oficial da reserva da Marinha do Brasil, alerta que a suposta estratégia de armar os curdos do Irã pode irritar Erdogan, aliado dos EUA na Otan.  


“O Curdiquistão independente não é uma coisa que os turcos querem. Com isso, temos uma incógnita bastante grande. Se começarem a apoiar os curdos contra o Irã, será que a Turquia vai gostar disso? A grande incógnita é como a Turquia vai agir nessa situação porque agora os interesses dela estão em risco”, disse à Agência Brasil.


Plano B dos EUA e Israel

O professor da PUC de Minas Danny Zahreddine argumenta que o “plano B” de Washington e Tel Aviv para derrubar o regime de Teerã é justamente o apoio aos grupos separatistas curdos. Porém, ele ressalta que não há unidade entre a comunidade curda iraniana.

“Há uma parte disposta a tentar se colocar contra o governo e outra que não está disposta. Esse é um projeto muito perigoso para os curdos. A história já revelou que toda vez que os curdos são armados para se colocar contra um governo em favor dos EUA, em determinado momento eles são abandonados”, disse.

O especialista em Oriente Médio lembrou que o Irã atacou, nos últimos dias, posições de grupos curdos no norte do Iraque e dentro do próprio Irã, “para tentar demovê-los de qualquer ideia de entrar nesse tipo de ação”.

Para Zahreddine, não há, neste momento, outros grupos opositores com capacidade ou condições de enfrentar Teerã, como gostariam Israel e EUA, devido aos custos que esses grupos enfrentariam em meio a uma guerra de agressão estrangeira contra o Irã.


“Mesmo que tivesse uma posição doméstica contra o governo, eles estão vivendo 40 dias de luto pela morte do Khamenei e existe um aparato de segurança que é completamente fiel ainda ao regime”, completou.


O tempo a favor do Irã

Apesar dos números de poderio militar serem favoráveis aos EUA e a Israel, que contam com mais recursos que os iranianos, o tempo estaria a favor de Teerã, na avaliação do oficial da reserva da Marinha brasileira, Robinson Farinazzo.  

“Se o Irã resistir e essa guerra se prolongar mesmo, prolongar indefinidamente, isso vai ser o maior problema da história deles, desde a guerra do Vietnã. Aí vira um vietnã mesmo. você vai ter muito questionamento na sociedade americana”, comentou.

Zahreddine avalia que é “surpreendente” como o Irã tem conseguido resistir, o que mostraria um bom preparo após a guerra de 12 dias, em junho de 2025.

“Hoje eles produzem por volta de 150 drones por dia. Imagina os milhares de drones que são produzidos nesses nove meses para cá. Tem a produção também dos mísseis balísticos. Eles têm um arsenal para uma guerra longa. Agora, a questão é o quanto eles resistem aos intensos ataques dos EUA e Israel”, avaliou.

* Matéria ampliada às 15h18 para incluir o posicionamento do presidente do Irã.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:21 -0300</pubDate>
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<title>Patrimônio Unesco, Palácio de Golestan em Teerã é danificado em ataque</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) emitiu comunicando manifestando preocupação com os danos causados ao Palácio de Golestan, considerado Patrimônio Mundial, que teria sido danificado após um ataque aéreo à Praça Arag, em Teerã, capital do Irã. 

A organização informou que monitora a situação do patrimônio cultural no país e em toda a região e comunicou às partes envolvidas nos ataques as coordenadas geográficas dos locais inscritos na Lista do Patrimônio Mundial &quot;a fim de evitar qualquer dano potencial&quot;.

Notícias relacionadas:Irã sinaliza levar guerra “ao limite” após míssil chegar à Turquia.Israel determina retirada de grande parte do sul do Líbano.Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás.&quot;A Unesco recorda que os bens culturais são protegidos pelo direito internacional, especialmente pela Convenção de Haia de 1954 para a Proteção de Bens Culturais em Caso de Conflito Armado, incluindo seu mecanismo de proteção reforçada&quot;, destacou o comunicado. 

Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan é considerado uma obra-prima da era do Império Cajar. Ao longo do tempo, integrou antigas tradições persas de artesanato e arquitetura com influências ocidentais. Foi a sede do governo da família Cajar, que chegou ao poder em 1779 e fez de Teerã a capital do país.


            
        
    
Um dos mais antigos dos monumentos históricos de Teerã, o suntuoso Palácio de Golestan. Foto: REUTERS/Proibido reprodução



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Entenda o conflito

Pela segunda vez em oito meses, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. A ofensiva mais recente teve início no último sábado (28), quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã. 

Foram confirmadas mortes de autoridades do país persa, como o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo firmado em 2015, sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa nuclear iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. 

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:19 -0300</pubDate>
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<title>Estados Unidos se dividem sobre apoio à guerra contra o Irã</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Enquanto pesquisas de opinião mostram que a maioria da população dos Estados Unidos (EUA) é contrária à guerra contra o Irã, a elite política em Washington está dividida e resoluções para obrigar o presidente norte-americano Donald Trump a recuar da guerra estão em tramitação no Congresso.

Os republicanos, do partido de Trump, têm apoiado a agressão contra Teerã, ainda que haja divergências na base do movimento Make America Great Again (Maga). A maioria dos democratas questiona a legalidade da guerra, já que argumentam que não foi autorizada pelo Congresso, como exige a legislação do país.

Notícias relacionadas:Irã sinaliza levar guerra “ao limite” após míssil chegar à Turquia.Novos ataques de Israel e EUA ao Irã fazem petróleo disparar .Israel determina retirada de grande parte do sul do Líbano.Algumas manifestações contra o conflito foram registradas em cidades norte-americanas, mas os atos não ultrapassaram poucas centenas de participantes.

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Atos em comemoração à morte do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei, também ocorreram nos EUA, em especial, pelas comunidades da diáspora iraniana anti-regime.

Ao mesmo tempo, a mídia dos EUA oscila entre os veículos que apoiam abertamente a guerra; outros que são críticos à forma como Trump conduziu o conflito, ainda que elogiem os esforços de derrubar o regime iraniano; até os veículos totalmente contrários à ação contra o Irã.

O professor de História e Política da Universidade de Denver, dos EUA, o brasileiro Rafael R. Ioris, em entrevista à Agência Brasil, avaliou que a oposição à guerra contra o Irã, dentro dos EUA, ainda não é significativa.  


“A insatisfação contra a guerra no Irã é pontual e dentro das vozes já críticas ao governo Trump. Mas se houver muitas mortes, poderá aumentar as críticas. Vai depender de como a guerra evolua”, disse. 


“Por ora, os republicanos que controlam o Congresso não vão apresentar resistências significativas”, avalia o pesquisador do Washington Brazil Office (WBO).

O professor emérito de História da Universidade de Brown, dos EUA, James N. Green, lembra, por sua vez, que existe um setor contrário à guerra dentro do movimento Maga, da base do presidente Donald Trump.  

“A base de Trump se dividiu. Sempre surge o nacionalismo e uma noção que tem que defender as tropas, mas neste momento a maioria da população está contra a intervenção e um setor minoritário, mais significativo, da Maga, está criticando”, comentou o também presidente do WBO.

Pesquisas

Pesquisa da Reuters, em parceria com o instituto Ipsos, publicada no domingo (1), revelou que apenas um em cada quatro estadunidenses, ou 27% da população, aprova os ataques contra Teerã.

Outra pesquisa divulgada na segunda-feira (4), patrocinada pela emissora CNN e conduzida pela empresa SSRS, indicou que 41% da população aprovam os ataques, enquanto 69% desaprovam.

Sobre as pesquisas, Trump disse que não se importa com elas. 

“Tenho que fazer a coisa certa. Isso deveria ter sido feito há muito tempo”, disse Trump ao New York Post.

Mídia dos EUA

Mesmo os veículos de imprensa mais críticos ao presidente Trump têm adotado uma postura de cautela em relação à guerra contra o Irã, como a CNN e New York Times, segundo avalia o professor Rafael R. Ioris.


“Há cautela em não criticar um presidente em tempo de guerra para não serem acusados de falta de patriotismo, segundo os que partilham da visão de que os EUA estão acima dos limites do direito internacional, por serem, supostamente, o grande defensor da estabilidade e defesa do ocidente”, avalia.


O New York Times, em editorial publicado pelo conselho do jornal, afirma que a ação foi “imprudente”, que Trump não explicou o porquê da guerra e criticou o fato de não ter pedido autorização ao Congresso.

No entanto, o jornal defende que a eliminação do programa nuclear iraniano seria um “objetivo louvável”, aceitando a tese do Irã como ameaça internacional.

“Um presidente americano responsável poderia apresentar um argumento plausível para novas ações contra o Irã. O cerne desse argumento precisaria ser uma explicação clara da estratégia, bem como a justificativa para um ataque imediato, mesmo que o Irã não pareça estar perto de possuir uma arma nuclear”, diz o editorial.

O Wall Street Journal, ligado mais ao mercado financeiro, foi favorável à agressão contra Teerã, alegando que o “erro” seria Trump “encerrar a guerra prematuramente, antes que as forças armadas iranianas e seus grupos terroristas domésticos sejam completamente destruídos”.

O jornalista Michael Arria, do veículo independente Mondoweiss, que cobre a política externa dos EUA no Oriente Médio, entende que, no geral, a mídia dos EUA “declarou guerra ao Irã”.

“A mídia americana está disseminando propaganda governamental e ignorando o papel de Israel, enquanto apoia a guerra contra o Irã e pressiona por uma mudança de regime. Até mesmo os autodenominados comentaristas liberais da CNN estão fomentando uma mudança de regime”, escreveu Arria.

Congresso

Duas resoluções para limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump estão em tramitação no Parlamento com objetivo de barrar a guerra no Oriente Médio.

O Senado deve votar uma dessas resoluções nesta quarta-feira (4). Em junho de 2025, no contexto da guerra de 12 dias contra o Irã, o Senado estadunidense rejeitou resolução com conteúdo semelhante.

Os democratas têm reclamado que o governo Trump não explicou os objetivos da guerra, nem qual o suposto risco imediato que o Irã representaria aos EUA, situação excepcional em que permite ao presidente ir à guerra sem passar pelo Congresso.

O senador democrata Tim Kaine, da Virginia, autor da proposta que obriga Trump a pedir autorização do Congresso para atacar o Irã, defende que o povo americano quer preços baixos e não mais guerras, ainda mais sem autorização do Congresso.

“Esses ataques são um erro colossal, e espero que não custem a vida de nossos filhos e filhas fardados e em embaixadas por toda a região”, afirmou Kaine em uma rede social.

Porém, há democratas apoiando Trump, como o senador John Fetterman, eleito pelo estado da Pensilvânia.

“Todos os membros do Senado dos EUA concordam que não podemos permitir que o Irã adquira uma arma nuclear. Fico perplexo com o fato de tantos se recusarem a apoiar a única ação capaz de alcançar esse objetivo”, comentou o senador.  

Enquanto os democratas não formam uma unidade contra a guerra, os parlamentares republicanos vêm apoiando os esforços de Trump contra o Irã, ainda que alguns avaliem mudar de posição caso a guerra se prolongue.

É o caso da deputada Nancy Mace, republicana da Carolina do Sul. 

“Por enquanto, serei contra [a resolução para barrar a guerra], mas se isso se prolongar por mais de algumas semanas, terei muito mais preocupações”, disse Mace à reportagem do NYT.   ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:17 -0300</pubDate>
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<title>Israel lança nova onda de ataques contra o Irã</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã nesta quinta-feira (5), visando o que disse ser infraestrutura pertencente às autoridades iranianas. Os mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

À medida que a guerra entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã entra em seu sexto dia, o conflito se alastra para além dos Estados do Golfo e chega à Ásia, causando convulsão nos mercados globais e levando milhares de turistas e moradores retidos a tentar fugir do Oriente Médio.

Notícias relacionadas:Irã avisa que navios fora do protocolo em Ormuz serão afundados.Guerra do Irã viola Carta da ONU, diz missão internacional .Novos ataques de Israel e EUA ao Irã fazem petróleo disparar .O ministro das Relações Exteriores do Irã chamou de &quot;atrocidade no mar&quot; o naufrágio de um navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka nessa quarta-feira, que matou pelo menos 80 pessoas.

Ele disse que a fragata iraniana Dena, convidada da Marinha indiana com quase 130 marinheiros a bordo, foi atingida sem aviso prévio em águas internacionais e alertou que Washington “se arrependerá amargamente” do precedente que estabeleceu.


“Decidimos combater os norte-americanos onde quer que estejam”, disse o general Kioumars Heydari, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica, à TV estatal, acrescentando que o Irã não se importa com a duração da guerra.


Hoje, a Guarda Revolucionária afirmou que havia atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas. Em comunicado divulgado pela mídia estatal, acrescentou que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

As defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) destruíram um míssil balístico iraniano disparado ontem contra a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.

O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas negou ter disparado mísseis contra a Turquia, afirmando que a República Islâmica respeita a soberania da “amiga” Turquia, de acordo com comunicado divulgado pela mídia iraniana.

Em Washington, na noite de ontem, senadores republicanos bloquearam uma moção que visava interromper a campanha aérea dos EUA contra o Irã e exigir que a ação militar fosse autorizada pelo Congresso. Essa rejeição deixa o poder do presidente Donald Trump, de dirigir a guerra, amplamente irrestrito, conforme o conflito continua a se alastrar pelo Oriente Médio e além.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse ao seu homólogo israelense, Israel Katz, por telefone: “Continue até o fim — estamos com vocês”, de acordo com nota divulgada pelo Ministério da Defesa de Israel. 

Confira as notícias sobre a guerra no Oriente Médio no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:15 -0300</pubDate>
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<title>China fixa meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano</title>
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				A China estabeleceu meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para este ano, ligeiramente abaixo dos objetivos definidos nos últimos anos, em um contexto marcado pela prolongada crise no setor imobiliário e por incertezas externas.

A meta foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a apresentação do relatório de trabalho do governo na sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), o órgão máximo legislativo da China.

Notícias relacionadas:Guerra no Irã: China ordena suspender exportações de gasolina e diesel.O relatório estabelece o objetivo de crescimento nesse intervalo, acrescentando que o governo procurará &quot;alcançar melhores resultados na prática&quot;.


&quot;Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos&quot;, diz o relatório.


Nos últimos três anos, Pequim fixou metas de crescimento de &quot;cerca de 5%&quot;. Em 2025, a economia chinesa registrou uma expansão de 5%.

Ao estabelecer um intervalo entre 4,5% e 5%, o governo procura dar maior margem de manobra para ajustar as políticas econômicas ao longo do ano.

O documento destaca o aumento dos riscos geopolíticos e assinala que o comércio livre está sob forte ameaça.

As exportações chinesas para os Estados Unidos foram afetadas pelas tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora a China tenha expandido as vendas para outras regiões do mundo.

No plano interno, o relatório sublinha um desequilíbrio &quot;acentuado&quot; entre uma oferta forte e uma procura fraca, bem como o desafio de fazer a transição da economia para novos motores de crescimento.

&quot;Internamente, ainda enfrentamos diversos problemas e desafios, tanto antigos como novos&quot;, acrescenta o documento.

&quot;Ao propor estas metas, levamos em conta a necessidade de deixar algum espaço para ajustes estruturais, prevenção de riscos e reformas no primeiro ano deste período do plano quinquenal, de modo a estabelecer uma base sólida para alcançar melhores resultados nos próximos anos&quot;, refere o relatório.

Assembleia Nacional Popular

A sessão anual da ANP, que reúne cerca de 3 mil delegados e é considerada o principal evento político anual do país, deverá também aprovar um plano quinquenal que definirá as prioridades políticas e econômicas da China até 2030.

O documento inclui também compromissos para reforçar a economia doméstica e, ao mesmo tempo, avançar com as ambições do Presidente chinês, Xi Jinping, de transformar o país num líder global em tecnologia. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:12 -0300</pubDate>
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<title>Europa apoia guerra dos EUA e Israel contra Irã; Espanha diverge</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com exceção da Espanha, os principais países da Europa têm dado apoio político, ou mesmo de defesa, aos esforços de Israel e dos Estados Unidos (EUA) na guerra de agressão contra o Irã para promover “mudança de regime”.   

O Reino Unido, a França e Alemanha não condenaram os ataques contra Teerã, que violam o direito internacional, mas buscaram justificar a guerra atribuindo ao Irã a responsabilidade pela deflagração do conflito. As potências europeias ainda exigem que o país persa aceite as condições impostas por EUA e Israel.   

Notícias relacionadas:Guerra no Irã: China ordena suspender exportações de gasolina e diesel.Israel lança nova onda de ataques contra o Irã.ONU informa que há 275 mil deslocados, após ataques dos EUA ao Irã.O direito internacional permite o uso da força apenas por meio de autorização do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Reino Unido não condenou os ataques contra o Irã, mas condenou as retaliações de Teerã contra bases dos EUA no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, Londres fornece suporte logístico das bases britânicas na região para Washington.

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A França, ao mesmo tempo que promete aumentar o próprio estoque de ogivas nucleares, condena o programa nuclear iraniano, que seria para fins pacíficos. O presidente Emmanuel Macron enviou dois navios de guerra para o Oriente Médio, a fim de participar de “operações defensivas” europeias. 

A Alemanha disse que não é hora de dar “lições” aos parceiros que agrediram o Irã; que Berlim compartilha dos objetivos dos EUA e de Israel de derrubar o governo de Teerã, se colocando ainda para contribuir com a “recuperação econômica do Irã”. 

Em declaração conjunta, a Alemanha, França e o Reino Unido exigiram o fim dos “ataques imprudentes” do Irã e informaram que tomarão as ações “defensivas” necessárias para “destruir a capacidade do Irã de lançar mísseis e drones em sua origem”. 

Por sua vez, Portugal deu autorização para os EUA usarem as bases militares dos portugueses no Açores, e a Itália tem costurado apoio de defesa aos países do Golfo, além de criticar a “repressão” do Irã contra a população civil.

Europa assumiu um lado

O historiador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Francisco Carlos Teixeira da Silva afirmou à Agência Brasil que a Europa, com exceção da Espanha, tomou posição na guerra a favor dos EUA e de Israel.


“No momento em que a Europa denomina o governo e o Estado iranianos como criminosos, em plena guerra, ela já assumiu um lado. Se esse lado é de participação efetiva na guerra, ai é outra coisa”, comentou.


Teixeira acrescenta que, em nenhum momento, França, Alemanha e Reino Unido, que são membros permanentes do Conselho de Segurança, convocaram alguma reunião na ONU.


“Isso atende claramente a posição americana de não trazer a discussão para as Nações Unidas. Não há nem mesmo uma condenação ética da guerra como ela foi travada”, acrescentou.


O especialista destaca que a posição da Europa é preocupante porque o ataque contra o Irã ocorreu em meio às negociações com os Estados Unidos.

“Isso transforma o direito e a legalidade internacionais em algo extremamente frágil porque negociar com o adversário não tem mais nenhum sentido”, completou o historiador.

Em resposta ao apoio europeu à guerra, a Guarda Revolucionária do Irã afirma que navios dos EUA, Israel e de países europeus não devem cruzar o Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte do comércio mundial de petróleo.

Barganha com os EUA

Para o professor da UFRJ Chico Texeira, os países europeus tentam barganhar posição junto a Washington, “às custas do Irã”, em meio às ameaças de Trump de tomar um território europeu: a Groenlândia. 

Para o especialista, a União Europeia tenta mostrar aos EUA que são aliados valiosos, que vão apoiar Israel, para, em troca, os EUA deixá-los em paz, não tomarem a Groenlândia, nem desmontarem a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


“É uma velha política tradicional da Europa. Mas o que a gente viu até agora é que a Europa se tornou dispensável. Os Estados Unidos não precisam da Europa”, ponderou.


Para Teixeira, a posição mais pró-EUA é da Alemanha, onde o premier Friedrich Merz foi à Casa Branca em meio ao conflito. 

&quot;Mostrou a subserviência da Alemanha, inclusive com o Merz falando que o governo do Irã é assassino e bárbaro, coisa que ele jamais disse do massacre de Israel em Gaza&quot;, completou.

O “não à guerra” da Espanha

O governo espanhol de Pedro Sánchez teve posição divergentes dos seus parceiros europeus, fazendo duras críticas à guerra movida por Donaldo Trump e Benjamin Netanyahu, alegando que não se trata de apoiar o regime dos aiatolás.


“A questão, no entanto, é se estamos ou não do lado do direito internacional e, portanto, da paz”, disse Sánchez, lembrando dos fracassos da Guerra do Iraque, movida pelos EUA.


“A Guerra do Iraque levou a um aumento dramático do terrorismo jihadista, a uma grave crise migratória no Mediterrâneo Oriental e a uma subida generalizada dos preços da energia e, consequentemente, do custo de vida”, disse.

A posição do primeiro-ministro espanhol fez o jornal britânico The Financial Times destacar que Sanchez disse ao presidente Trump “o que nenhum outro líder europeu se atreve a dizer”.

A posição da Espanha irritou Trump, que ameaçou cortar relações comerciais com Madri. Em seguida, o governo dos EUA recuou, informando que a Espanha teria concordado em cooperar com a guerra. Porém, o governo espanhol negou “categoricamente” que a posição em relação à guerra tenha mudado.  

Portugal e Itália

O governo de Portugal, por sua vez, concedeu acesso aos Estados Unidos (EUA) às suas bases militares nos Açores, apesar de destacar que não está envolvido nos ataques e cobra do Irã o fim do programa nuclear.

“Portugal foi formalmente instado a conceder autorização para a utilização da base, tendo o governo dado uma autorização condicionada”, informou o primeiro-ministro português Luís Montenegro.

A Itália também não condenou a agressão contra o Irã, mas sim as retaliações de Teerã que atingiram bases dos EUA no Oriente Médio, fornecendo apoio aos países do Golfo para suas defesas.

O governo italiano ainda prestou solidariedade à “população civil” iraniana que, “corajosamente”, exige o respeito a seus direitos “apesar de sofrer repressão violenta e injustificável”. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 14:37:10 -0300</pubDate>
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<title>“Devemos alcançar a paz pela força”, diz Zelensky no 3º ano em guerra</title>
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<description><![CDATA[ No evento que marcou o terceiro ano da invasão russa da Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou, nesta terça-feira (24), que a paz deve ser alcançada pelo meio da força e com a participação da Ucrânia e dos países europeus na mesa de negociação.

“Putin não nos dará essa paz, ele não a dará em troca de algo. Devemos alcançar a paz por meio da força, sabedoria e unidade – por meio da nossa cooperação com vocês”, afirmou o presidente ucraniano em reunião com lideranças europeias, como o presidente espanhol, Pedro Sánchez, além do primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau.

Notícias relacionadas:Guerra da Ucrânia completa 3 anos; entenda reviravolta pós-Trump.A defesa de Zelesnsky de que a Ucrânia e a Europa participem das negociações sobre a guerra ocorre após o presidente Donaldo Trump, dos Estados Unidos (EUA), ter aberto uma negociação direta com o presidente russo, Vladimir Putin, sem a participação dos europeus.

“A guerra continua contra a Ucrânia e, portanto, a Ucrânia deve estar na mesa de negociações. Junto com a Europa. O alvo estratégico da Rússia é a Europa, o modo de vida europeu e, portanto, a segurança e o destino da Europa não podem ser determinados sem a Europa. Ucrânia, Europa, juntamente com a América – devemos estar na mesa de negociações em frente à Rússia”, afirmou o presidente ucraniano.

Questionado por jornalistas, no domingo (23), se deixaria o cargo em troca da paz, Zelesnsky respondeu que apenas renunciaria em troca da entrada do país na Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], informou a Reuters. A intenção da Ucrânia entrar na Otan foi uma das justificativas de Moscou para invadir o país.

No discurso desta terça-feira, o presidente ucraniano voltou a defender a entrada na organização militar de defesa. “[A Ucrânia merece] garantias de segurança fornecidas pela Otan. E se a adesão da Ucrânia e do nosso povo à OTAN continuar fechada, você e eu não teremos outra escolha a não ser construir a Otan na Ucrânia, isto é, fornecer tal financiamento, tais contingentes e tal produção de defesa que signifique paz garantida”, afirmou, acrescentando que a Ucrânia já possui 28 acordos bilaterais de segurança com parceiros.

Reviravolta

Ao completar três anos, nesta segunda-feira (24), a Guerra na Ucrânia vive importante reviravolta marcada pela nova posição dos EUA sobre o conflito, com a exclusão da Europa das negociações de paz, o isolamento do governo da Ucrânia e o atendimento às exigências de Moscou.

Para o especialista em Europa e ex-senador pela Itália em 2006, o ativista ítalo-brasileiro José Luís Del Roio, a mudança na posição dos EUA é motivada pela reestruturação do capitalismo no interior do país norte-americano, sendo essa uma resposta à perda de espaço e competitividade da economia estadunidense para, principalmente, à Ásia, com destaque para a China.

Desde o final da 2ª Guerra Mundial, a Europa - então aliado de primeira ordem dos EUA - recebe recursos do Tesouro estadunidense por meio da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Agora, Washington diz que a Europa deve pagar sua própria segurança.

Del Roio avalia que Trump tenta uma alternativa à situação atual da economia dos EUA. “Se a alternativa é boa ou ruim, para os EUA e para o mundo, vamos ver. O que está em jogo é a reestruturação do capitalismo norte-americano a partir do seu interior. Esse terremoto interno nos EUA atinge profundamente a Europa. Agora, ela está órfã”, acrescentou. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 21:33:21 -0300</pubDate>
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<title>Multidão acompanha funeral de Nasrallah, líder do Hezbollah no Líbano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Milhares de libaneses acompanharam, neste domingo (23), em Beirute, o velório do principal líder do grupo Hezbollah por três décadas, o então secretário-geral Hassan Nasrallah, assassinado por Israel em ataque aéreo em setembro de 2024.

Considerado uma das principais figuras do chamado Eixo da Resistência, que representa forças políticas e militares antagônicas à influência dos Estados Unidos (EUA) e de Israel no Oriente Médio, Nasrallah ficou conhecido por fortalecer militar e politicamente o Hezbollah, grupo considerado terrorista por potências ocidentais.

Notícias relacionadas:Israel reivindica ataque que matou porta-voz do Hezbollah.Israelenses dizem ter matado vice-comandante de forças do Hezbollah.O evento realizado em um estádio, em Beirute, foi seguido por uma multidão também do lado de fora, a grande maioria vestida de preto. A cerimônia também velou o corpo de Hashem Safieddine – provável sucessor de Nasrallah, morto em outro ataque aéreo antes de poder assumir o posto.

Fontes das forças de segurança do Líbano consultadas pela agência de notícias Reuters afirmam que a cerimônia teria somado, ao todo, cerca de 1 milhão de pessoas. O evento também recebeu personalidades de dezenas de países que teriam ido à Beirute acompanhar a cerimônia. Telas gigantes foram colocadas nas ruas para a população acompanhar o velório e o aeroporto de Beirute chegou a ser fechado, por segurança.

Um vídeo do atual secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, foi transmitido na cerimônia. Nele, o líder do grupo promete seguir o caminho traçado por Nasrallah.

Horas antes do início do funeral, Israel informou que lançou uma série de ataques aéreos no sul do Líbano e que enviou aviões para sobrevoar Beirute.

O ministro de Defesa israelense, Israel Katz, disse que os voos dos aviões foram para mandar um recado. “Estão transmitindo uma mensagem clara: quem ameaça destruir Israel e atacar Israel, será o fim dele. Vocês se especializaram em funerais, e nós nos especializamos em vitórias”, provocou a autoridade de Tel Aviv.

O professor de relações internacionais, cientista político e jornalista Bruno Lima Rocha avalia que a cerimônia ocorre em um momento tenso, com a Cisjordânia sobre ataque de Israel e um frágil cessar-fogo na Faixa de Gaza.

“É uma cerimônia gigantesca, tem engarrafamento nas estradas com gente indo para Beirute, tem um estádio de futebol inteiro lotado. As TVs da região estão dando cobertura ao vivo de cinco a sete horas seguidas”, destacou, lembrando que, graças ao Hezbollah, Israel não conseguiu avançar mais que alguns quilômetros ao sul do Líbano.

Entenda

O atual conflito entre Israel e Hezbollah começou logo após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O grupo xiita libanês passou a promover ataques no Norte de Israel em solidariedade à Gaza, que passou a viver sob intensos bombardeios israelenses.

Em setembro de 2024, Israel decidiu lançar massivo bombardeio contra o Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. Em novembro, um cessar-fogo foi firmado entre Tel-Aviv e o grupo libanês.

O grupo Hezbollah surge então como uma guerrilha – apoiada pelo Irã – que luta contra a ocupação militar de Israel no Líbano, iniciada em 1978. Em 25 de maio de 2000, a resistência libanesa expulsa Israel do país árabe.

Houve ainda outras três campanhas militares de Israel contra o Líbano, em 2006, 2009 e 2011. A maior foi em 2006, durou cerca de 30 dias e matou mais de dez mil civis. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 21:33:21 -0300</pubDate>
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<title>Brasil condena Israel por remoção de 40 mil palestinos na Cisjordânia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo brasileiro expressou preocupação e condenou o uso de tanques em operações militares de Israel na Cisjordânia que determinaram a remoção forçada de 40 mil palestinos.

Pela primeira vez em 20 anos, o exército israelense usou tanques para desalojar palestinos nos territórios ocupados da Cisjordânia.

Notícias relacionadas:Israel expulsa 40 mil na Cisjordânia em maior operação em 20 anos.Diplomata dos EUA é chamado ao Itamaraty para esclarecimentos.Israel pode avançar sobre Cisjordânia com cessar-fogo, diz professor.“O governo brasileiro expressa forte preocupação com a intensificação, nas últimas semanas, de operações militares israelenses nos campos de refugiados de Jenin, Tulkarm e Nur Al-Shams, no Norte da Cisjordânia, e condena o recente emprego de tanques e a ocupação militar”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Nesse domingo (23), Israel conduziu nova operação militar na Cisjordânia. “Nesse contexto, [o governo brasileiro] deplora a remoção forçada de cerca de 40 mil moradores daqueles campos, em violação ao direito internacional e ao direito internacional humanitário”, completou o Itamaraty.

O Brasil pediu ainda que a Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos (UNRWA) possa manter suas atividades na região e lembrou que a Corte Internacional de Justiça (CIJ) da Organização das Nações Unidas (ONU) já considerou ilegal a presença israelense nos territórios palestinos.

Proibição

O governo israelense informou que proibiu a UNRWA de atuar nesses locais, que acusa de “apoio ao terrorismo”. As autoridades de Tel Aviv afirmam ainda que não permitirão o retorno dos palestinos expulsos de suas casas.  

“Não permitiremos o retorno dos moradores e não permitiremos que o terror retorne e floresça”, disse, nesse domingo, o ministro da Defesa, Israel Katz. O governo de Tel-Aviv alega que as ações são para combater o terrorismo.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, que controla parte da Cisjordânia, afirmou que Israel busca anexar os territórios palestinos.

“O Ministério vê esses acontecimentos - incluindo as declarações de Katz, o envio de tanques e a intimidação deliberada de civis indefesos - como uma grave escalada na Cisjordânia e uma tentativa flagrante de consolidar o genocídio e o deslocamento forçado contra nosso povo desarmado”, diz a representação palestina da Cisjordânia, que ainda pede que a comunidade internacional intervenha.

A remoção forçada de civis é considerada crime, segundo o direito internacional, conforme define a Convenção de Genebra. Também é considerada crime internacional a aquisição de territórios por meio da guerra, conforme estabelece a Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:22:14 -0300</pubDate>
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<title>Brics deve promover nova ordem mundial, defende chanceler brasileiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, abriu nesta terça-feira (25) a primeira reunião de 2025 das lideranças diplomáticas do Brics, em Brasília, destacando que, em um mundo convulsionado por crises e tensões geopolíticas, o bloco de potências emergentes deve promover nova ordem mundial.


“Neste cenário em evolução, o Brics tem um papel crucial a desempenhar na promoção de uma ordem mundial mais justa, inclusiva e sustentável. Um mundo multipolar não é apenas uma realidade emergente. É um objetivo compartilhado”, defendeu o chanceler brasileiro. 


Notícias relacionadas:Rio de Janeiro sediará encontro de ministros de Finanças do Brics.Brasil manterá esforço do Brics por opção de comércio em moedas locais.Dilma Rousseff é internada após quadro de neurite vestibular.Mauro Vieira destacou que o foro incorpora as aspirações do Sul Global e defendeu as pautas históricas da organização:


	promoção de mecanismos financeiros alternativos;
	reforma das instituições multilaterais de governança global e
	expansão do uso de moedas locais.


A primeira reunião dos sherpas do Brics, diplomatas que lideram as delegações de cada país nas negociações, segue até esta quarta-feira (26).
 


            
        
    
Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, preside a primeira reunião do Brics em 2025 sob a presidência brasileira - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


Mauro Vieira avaliou que os princípios do multilateralismo – que é a cooperação de vários países para atingir um objetivo comum – estão sendo testados pela nova conjuntura internacional e que instituições de longa data, como o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), lutam para se adaptar às mudanças recentes na política e economia global.


“As necessidades humanitárias estão crescendo, mas a resposta internacional continua fragmentada e, às vezes, insuficiente. Se quisermos enfrentar esses desafios, precisamos defender uma reforma abrangente da arquitetura de segurança global”, afirmou Mauro Vieira.


O chanceler lembrou que hoje o Brics representa quase metade da população global, tem 39% do Produto Interno Bruto (soma dos bens e serviços produzidos, PIB) do planeta e é responsável por 50% da produção de energia no mundo. 

“Este grupo do Sul Global e nosso papel na formação no futuro nunca foram tão significativos. A recente expansão do Brics de cinco para 11 membros foi um grande desenvolvimento”, completou

Inteligência artificial

A agenda do Brics este ano, sob a presidência brasileira, tem promovido a necessidade de se construir uma governança global da inteligência artificial (IA), que evite que a ferramenta seja usada para ampliar as desigualdades no mundo.


“[A IA] não pode ser ditada por um punhado de atores enquanto o resto do mundo é forçado a se adaptar a regras que eles não tiveram papel na formação. Devemos defender uma abordagem multilateral, que garanta que o desenvolvimento da inteligência artificial seja ético, transparente e alinhado com o interesse coletivo da humanidade”, defendeu Mauro Vieira.


Comércio e clima

Outra prioridade citada pelo ministro Mauro Vieira, na presidência brasileira do bloco, é o fortalecimento do comércio entre seus membros para “aumentar os fluxos comerciais, explorando medidas de facilitação do comércio e estimulando instrumentos de pagamento em moedas locais”.

O chanceler brasileiro criticou a falta de financiamento para a adaptação e mitigação das mudanças climáticas nos países do Sul Global. “A justiça climática deve estar no centro das discussões internacionais, garantindo que as nações em desenvolvimento tenham a autonomia e os recursos necessários para fazer a transição para economias de baixo carbono sem sacrificar suas metas de desenvolvimento”, ponderou.

Presidência brasileira

O Brasil assumiu a presidência do Brics neste ano em meio à expansão do bloco, que passou a ter a Indonésia como membro permanente, além de outros nove membros parceiros.

O governo brasileiro elencou seis prioridades para as discussões do grupo: 


	Cooperação Global em Saúde
	Comércio, Investimento e Finanças 
	Combate às Mudanças Climáticas 
	Governança de Inteligência Artificial 
	Reforma do Sistema Multilateral de Paz e Segurança
	Desenvolvimento Institucional do Brics.


Ouça na Radioagência Nacional:


    
        
            
                
            
        
    








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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:22:07 -0300</pubDate>
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<title>Em meio a ataques, Síria pede que militares de Israel deixem o país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As Forças Armadas de Israel bombardearam o sul da Síria, nessa terça-feira (25), enquanto ocorria a Conferência Nacional de Diálogo da Síria, que pediu a retirada das forças israelenses do país árabe.

A conferência foi promovida pelo novo poder que assumiu o país em dezembro de 2024, quando grupos insurgentes derrubaram o regime do então presidente Bashar al-Assad após 13 anos de guerra civil.

Notícias relacionadas:Conflito na Síria mata mais de 528 mil pessoas em 14 anos .Carro-bomba mata pelo menos 15 pessoas no norte da Síria .Segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI), aviões bombardearam centros de comando e vários locais contendo armas.

“A presença de forças e ativos militares na parte sul da Síria representa uma ameaça aos cidadãos de Israel. A FDI continuará a operar para remover qualquer ameaça aos cidadãos do Estado de Israel”, disse o exército israelense.

Infiltração é condenada
 


            
        
    
 Novo líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, discursa durante conferência. Foto: SANA/Divulgação


Enquanto isso, a declaração final da conferência síria condenou “a infiltração israelense no território sírio como uma violação flagrante da soberania do Estado sírio, exigindo sua retirada imediata e incondicional”, informou a agência oficial síria de notícias, a Sana.

O novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, no discurso de encerramento do evento, enfatizou que o país é “indivisível”. O documento final da conferência pede ainda que a comunidade internacional pressione o governo de Tel-Aviv para interromper as agressões ao território sírio.

Após a queda de Assad, Israel assumiu o controle do Monte de Hermon, área de 400 km² até então desmilitarizada, mas que estava sob controle sírio. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), essa nova ocupação viola os acordos e leis internacionais. 

Esse espaço recém-ocupado separa as Colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel desde 1967, do restante do território do país árabe. As duas nações ainda disputam o controle sobre as Colinas de Golã, que Israel quer anexar definitivamente, tendo, para isso, o apoio do atual presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.  

Zona tampão

O ministro de Defesa de Tel-Aviv, Israel Kartz, afirmou que o país ficará na zona tampão por tempo indeterminado. “Não permitiremos que as forças da organização HTS, ou o novo exército sírio, entrem na área ao sul de Damasco. Exigimos a desmilitarização completa do sul da Síria”, disse Kartz, acrescentando que não serão toleradas ameaças a comunidade drusa no sul do país, considerada uma minoria étnica da Síria.

O HTS [Hayat Thrir al-Sham] é o grupo islâmico fundamentalista que liderou os insurgentes que derrubaram Assad. O novo presidente sírio, Ahmad al-Sharaa, é oriundo dessa organização, que nasceu como um braço da Al-Qaeda do Iraque, sendo considerado grupo terrorista por potências ocidentais.
 


            
        
    
Sirios durante manifestaçaõ na cidade de Sweida. Foto: SANA/Divulgação


As ações de Israel provocaram protestos no sul da Síria nessa terça-feira. Segundo a agência oficial de notícias do país, sindicatos e outros grupos civis rejeitaram a interferência israelense nos assuntos internos do país árabe.

“Os manifestantes enfatizaram sua rejeição aos projetos divisionistas e separatistas, convocando todas as atividades nacionais para confrontar o projeto israelense proposto”, informou a agência oficial. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:22:00 -0300</pubDate>
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<title>Prioridades do Brics no Brasil serão paz e meio ambiente, diz Lula</title>
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				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que as ações dos países do Brics visam reduzir as assimetrias nas relações internacionais. Para Lula, as prioridades do Brasil na presidência do bloco servirão para avançar em agendas já amplamente discutidas, como a paz e a preservação do meio ambiente, e propor debates sobre novos desafios, como a inteligência artificial.

“Neste momento de crise, nossa responsabilidade histórica é buscar soluções construtivas e equilibradas”, disse.


Notícias relacionadas:Brics deve promover nova ordem mundial, defende chanceler brasileiro.Ucrânia diz ter feito acordo sobre minerais com os Estados Unidos.Governo dos Estados Unidos exige registro de migrantes sem documentos.“Os Brics também continuarão a ser peça-chave para que os ideais da Agenda 2030, do Acordo de Paris e do Pacto para o Futuro possam ser cumpridos. A presidência brasileira vai reforçar a vocação do bloco como espaço de diversidade e diálogo em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétricas”, reforçou.


As declarações de Lula foram feitas em participação de sessão da Primeira Reunião de Sherpas da Presidência Brasileira do Brics, bloco de 11 países liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento em Brasília serviu para apresentar as prioridades brasileiras no comando do grupo, que são:


	cooperação em saúde global;
	financiamento de ações de combate à mudança do clima;
	comércio, investimento e finanças;
	uso de moedas locai em operações financeiras;
	governança da inteligência artificial;
	desenvolvimento institucional do Brics.



            
        
    
Brasília (DF), 26/02/2025 - Ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e presidente Lula participam da sessão especial de abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do Brics - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Urgências

Para Lula, a cooperação em saúde é uma das maiores urgências do Sul Global. Ele destacou que será lançado um mecanismo de defesa da saúde mundial e lembrou que as experiências anteriores, como a pandemia de covid-19, devem resultar em ensinamentos para os países.


“A pobreza, a falta de acesso a serviços básicos e a exclusão social são o terreno fértil para doenças como tuberculose, malária e dengue e outras que, juntas, ameaçam cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas no mundo. Durante a nossa presidência, pretendemos lançar uma parceria para a eliminação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais negligenciadas”, afirmou Lula.


“A ausência de acordo em torno do tratado sobre pandemias, mesmo após o covid-19 e a pandemia mpox, atesta a falta de coesão da comunidade internacional diante de graves ameaças. Sabotar os trabalhos da Organização Mundial da Saúde [OMS] é um erro com sérias consequências”, ressaltou.

Além da saúde, Lula comentou brevemente sobre cada uma das prioridades do Brasil no Brics, entre elas o uso de moedas locais em operações financeiras relacionadas ao comércio e investimentos dos países-membros do grupo. O objetivo é reduzir os custos de operações comerciais-financeiras das nações em desenvolvimento.


“A atual escalada protecionista na área de comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica. Aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”, garantiu.


O presidente ainda ressaltou que, ao mesmo tempo que a inteligência artificial oferece oportunidades extraordinárias também traz desafios éticos, sociais e econômicos. Nesse sentido o Brasil está propondo a Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento.

“Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital é uma responsabilidade compartilhada”, disse Lula.

Para o presidente, o Brics “precisa tomar para si” a tarefa de recolocar o Estado no centro dos debates para uma governança “justa e equitativa” dessa tecnologia, sob o amparo das Nações Unidas.


“Qualquer tentativa de desenvolvimento econômico hoje passa pela inteligência artificial. Não podemos permitir que a distribuição desigual dessa tecnologia deixe o Sul Global à margem”, afirmou.



            
        
    
Brasília (DF), 26/02/2025 - Reunião de sherpas no Itamaraty- Marcelo Camargo/Agência Brasil


Negociações

Os sherpas são os negociadores enviados pelos países integrantes do Brics com a responsabilidade de conduzir as discussões que culminarão com a Cúpula de Líderes, agendada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro . A reunião de sherpas é presidida pelo embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e sherpa do Brasil no Brics.

Na sessão especial com o presidente Lula, além dos representantes de países-membros do Brics - Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã -, participaram embaixadores de países parceiros - Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:21:57 -0300</pubDate>
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<title>Crianças no Haiti relatam adesão a gangues por fome e medo, diz ONG</title>
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				“Às vezes fico com muita fome; é minha única saída”, revelou adolescente de apenas 13 anos recrutado por gangue no Haiti. Além da fome, o medo de represálias é outra arma usada para recrutar crianças e adolescentes para as organizações criminosas que controlam mais de 80% da capital, Porto Príncipe. 

A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional publicou, nesta quarta-feira (25), relatório sobre violações contra a infância no país caribenho. A investigação, realizada entre maio e outubro de 2024, entrevistou 112 pessoas, sendo 51 entrevistas presenciais com menores de 18 anos. 

Notícias relacionadas:Ucrânia diz ter feito acordo sobre minerais com os Estados Unidos.Em meio a ataques, Síria pede que militares de Israel deixem o país.Governo dos Estados Unidos exige registro de migrantes sem documentos.“Os 14 garotos e garotas [recrutados por gangues] disseram que não tinham escolha e que a sua participação se devia predominantemente à fome ou ao medo. A prática generalizada de recrutamento e utilização de crianças por gangues criminosas no Haiti é proibida pelo direito internacional e nacional”, destacou a Anistia.

A ONG alerta que o recrutamento generalizado está “formando uma nova geração de membros nas dezenas de gangues criminosas que operam na área metropolitana de Porto Príncipe e arredores”.

O Haiti vive “uma das crises alimentares mais graves do mundo” com quase metade da população (4,3 milhões de 11,7 milhões de habitantes) vivendo em situação de “fome aguda”, segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que cresceu em 70% o número de crianças recrutadas pelas gangues do Haiti em um ano, representando quase metade dos membros das gangues que operam no país.


            
        
    
Material sensível - homem caminha próximo a corpo enquanto veículo militar patrulha as ruas da capital após o governo declarar estado de emergência devido à violência em Porto Príncipe (março de 2024) - REUTERS/Ralph Tedy Erol/Proibida reprodução


Violência sexual

A organização ainda documentou diversos relatos de violência sexual, estupro ou comércio sexual promovidos pelas gangues. “Em 10 casos, as meninas foram vítimas de estupro coletivo e, em 9 casos, sequestradas. Além do mais, a equipe de pesquisa entrevistou duas meninas que foram estupradas em centros de acolhimento”, informa o relatório.

Uma das garotas entrevistas pela Anistia Internacional voltava da escola quando foi sequestrada e estuprada por grupos armados. “Eu sou uma menina, por que isso aconteceu comigo?”, questionou a adolescente.

A falta de assistência social, psicológica e de uma polícia estruturada piora o drama vivido pelas crianças haitianas. “Não há polícia. A única autoridade na área são os membros de gangues criminosas&quot;, explicou outra menina sequestrada e estuprada.

A proibição do aborto até em casos de estupro leva muitas garotas que engravidam por violência sexual a buscar métodos inseguros para interromper a gravidez. Por isso, a organização recomenda “legalizar o aborto seguro”.

Comunidade internacional

Além de uma série de recomendações ao governo do Haiti, a Anistia Internacional pede que as organizações multilaterais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), além de países da região, contribuam para proteger a infância haitiana.

“A comunidade internacional não pode continuar a fazer promessas vazias e expressar preocupação oca sobre a situação no Haiti. O país necessita de assistência técnica e financeira imediata e sustentada para proteger as crianças”, afirmou.

A entidade pede ainda que a República Dominicana e os Estados Unidos parem de expulsar e deportar haitianos que fogem da violência do país argumentando que se tratam de refugiados e, por isso, tem direitos especiais segundo as normas internacionais.

Outra recomendação da Anistia é para os países da região reforçarem o controle da venda ilegal de armas que chegam aos montes ao Haiti, “principalmente por parte dos Estados Unidos”.

Entenda

Desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em julho de 2021, a crise de segurança do Haiti vem se agravando com ampliação do poder das gangues que controlam regiões inteiras do país. 


            
        
    
Presidente assassinado Jovenel Moise - REUTERS/Andres Martinez Casares/Proibida reprodução


Em outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 2.699, autorizando o envio de uma força internacional para ajudar a Polícia Nacional do Haiti. Até então, apenas agentes de segurança do Quênia foram enviados para auxiliar a polícia haitiana.

Em abril de 2024, a invasão do aeroporto internacional por gangues e a libertação de 4 mil presos da penitenciária da capital agravou a crise, levando à renúncia do então primeiro ministro Ariel Henry. Um governo de transição assumiu o poder, prometendo convocar eleições para este 2025 pela primeira vez em nove anos.

Neocolonialismo

Para especialista consultado pela Agência Brasil, a tragédia social, política e econômica que o Haiti vive é, em parte, consequência das relações neocoloniais que a comunidade internacional, liderada pelas potências europeias e estadunidense, forjaram com o pequeno país do Caribe.  

Essa avaliação é do haitiano e doutor em antropologia social Handerson Joseph, uma das principais referências, no Brasil, em estudos sobre o Caribe e imigrações.

Para ele, essa situação é fruto de uma longa história de cercos internacionais que começou com a independência do país, em 1804, quando os haitianos derrotaram os impérios inglês, espanhol e francês e consolidaram a 1ª revolução de ex-escravizados vitoriosa da história da humanidade. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:21:55 -0300</pubDate>
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<title>Comissão dos EUA aprova proposta mirando Moraes e a União Europeia</title>
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				A Comissão Judiciária da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos (EUA) aprovou, nesta quarta-feira (26), um projeto de lei para proibir a entrada no país, além de permitir a deportação, de autoridades estrangeiras que supostamente violem a primeira emenda da Constituição norte-americana, que proíbe limitar a liberdade de expressão.

Entre os motivos para justificar a aprovação da medida, estão a atuação da União Europeia (UE) contra a desinformação nas redes socais, e o trabalho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro Alexandre de Moraes, por determinar a suspensão de contas investigadas por crimes nas redes sociais.

Notícias relacionadas:Apenas os EUA não firmaram acordo de taxação de big techs, diz Haddad.Justiça dos EUA nega liminar da Rumble e Trump Media contra Moraes .Após denúncia contra Bolsonaro, mídia de Trump abre ação contra Moraes.Na prática, a lei pode barrar a entrada de Moraes nos EUA e, inclusive, deportá-lo. 

Denominada de Lei Sem Censura em Nossas Costas, a medida foi apresentada pelo deputado republicano Darrell Issa, do partido do presidente Donald Trump. Agora, o projeto segue para análise do plenário da Câmara.


“Censure um cidadão americano e você não será bem-vindo aqui ou será mandado embora”, afirmou o deputado Issa. 


Apesar da comissão ser controlada pelos republicanos, a proposta teve o apoio do deputado democrata Jamie Raskin.

Durante a sessão, os parlamentares reproduziram o discurso dos investigados por tentativa de golpe de Estado no Brasil, que alegam sofrer perseguição e censura à liberdade de expressão.

“O juiz Moraes ordenou que a Rumble, uma popular plataforma de compartilhamento de vídeos com sede na Flórida, fosse ‘suspensa’ no Brasil depois que ela também se recusou a cumprir a ordem de Moraes de censurar um residente e jornalista dos EUA”, informou, em uma rede social, a Comissão da Câmara estadunidense.

Segundo o colegiado, “se um juiz brasileiro pode ordenar que empresas americanas censurem a fala de residentes nos EUA, a liberdade de expressão americana está em risco”.

“Mas a ameaça estrangeira ao discurso americano não vem apenas do Brasil. A União Europeia (UE) também tentou censurar o discurso americano”, disse o colegiado.

Os perfis com contas suspensas no Brasil, ou com pedidos de suspensão, estão envolvidos nos inquéritos que apuram crimes como a abolição violenta do Estado democrático de direito e golpe de Estado, que estão tipificado na Lei 14.197 de 2021. 

Golpe de Estado

Desde o início das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado e os ataques ao STF, por meio, principalmente, do inquérito das Fake News, os investigados e seus aliados têm buscado articular apoios nos EUA para deslegitimar as apurações da Justiça brasileira. 

Os deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro chegaram a viajar a Washington para denunciar uma suposta censura nas redes sociais do Brasil.

Após a denúncia por golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, mídia ligada à Trump, entre elas, a Rumble, entrou com uma ação no Tribunal da Flórida contra Moraes por suposta censura, mas a liminar foi negada pela justiça local.

O outro alvo da proposta, a União Europeia, tem criado leis para impedir crimes no ambiente digital, o que é visto por políticos estadunidenses e as big techs sediadas no país como censura. 

A Meta, que controla o Instagram, Facebook e o Whastapp, anunciou a intenção de se aliar com Trump para combater países que regulem as redes sociais.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:21:53 -0300</pubDate>
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