<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
     xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
     xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
     xmlns:admin="http://webns.net/mvcb/"
     xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#"
     xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
     xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/">
<channel>
<title>JCS Notícias &#45; : Saúde</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/rss/category/saude</link>
<description>JCS Notícias &#45; : Saúde</description>
<dc:language>br</dc:language>
<dc:rights>Copyright © 2025 JCSites.com &#45; Todos os Direitos Reservados.</dc:rights>

<item>
<title>Dilma Rousseff é internada após quadro de neurite vestibular</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/dilma-rousseff-e-internada-apos-quadro-de-neurite-vestibular</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/dilma-rousseff-e-internada-apos-quadro-de-neurite-vestibular</guid>
<description><![CDATA[ 
                    
				A presidenta do banco do Brics, Dilma Rousseff, foi internada em Xangai, China, devido a uma inflamação de um nervo responsável pelo equilíbrio, causando vertigem intensa. 

De acordo com nota divulgada pela assessoria da ex-presidenta do Brasil, Dilma responde bem ao tratamento e deverá receber alta nos próximos dias.

Notícias relacionadas:Com Putin, Dilma defende expansão do Brics e uso de moedas locais.Putin oferece ao Brasil novo mandato no banco dos Brics com Dilma.“Dilma Rousseff passa bem e tem mantido suas atividades de trabalho normalmente durante o período em que está internada. A presidenta agradece as mensagens de apoio e solidariedade recebidas”, diz a nota divulgada na manhã desta terça-feira (25).

Neurite vestibular

Dilma está internada no Shanghai East International Medical Center para tratar do quadro de neurite vestibular, uma inflamação do nervo vestibular, responsável por conectar o ouvido ao cérebro.

De acordo com a literatura médica, quando inflamado, este nervo pode interferir na maneira como informações são interpretadas pelo cérebro. 

Na maioria dos casos, a neurite vestibular é causada por vírus. E, em geral, seus sintomas são confundidos com os da labirintite. ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf947bae6b5.jpg" length="59326" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:54 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Dilma, Rousseff, internada, após, quadro, neurite, vestibular</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Governo anuncia vacina 100% nacional contra a dengue no SUS em 2026</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/governo-anuncia-vacina-100-nacional-contra-a-dengue-no-sus-em-2026</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/governo-anuncia-vacina-100-nacional-contra-a-dengue-no-sus-em-2026</guid>
<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciaram nesta terça-feira (25), em Brasília, a produção - em larga escala - da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue.

A previsão é que, a partir de 2026, sejam ofertadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação do quantitativo conforme demanda e capacidade produtiva.


Notícias relacionadas:Escolas municipais do Rio terão Semana de Combate à Dengue.Com 300 casos por 100 mil habitantes, SP entra em epidemia de dengue.Dengue: São José do Rio Preto terá ajuda do Ministério da Saúde.“A gente espera, em dois anos, poder vacinar toda a população elegível [de 2 a 59 anos]”, disse a ministra, durante cerimônia no Palácio do Planalto.


“Por enquanto, os idosos ainda não poderão tomar a vacina porque, quando as vacinas são testadas, há sempre um cuidado com a população idosa”, explicou Nísia, ao se referir às fases de testes clínicos de imunizantes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda avalia o pedido de registro do imunizante, feito pelo Instituto Butantan em dezembro de 2024. Há cerca de duas semanas, a agência solicitou mais informações e dados complementares sobre a vacina e informou que foi concluída, de forma antecipada, a análise de dados de qualidade, segurança e eficácia apresentados.

Produção em larga escala

Segundo o governo federal, a partir de uma parceria entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Biologics, a produção em larga escala da vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue se dará por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local do Ministério da Saúde, já aprovado e em fase final de desenvolvimento tecnológico.

Sob a coordenação do ministério, por meio do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o projeto contou, ainda, com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento da pesquisa clínica.

“O Ministério da Saúde entrará com o poder de compra”, destacou a ministra, ao citar a visita de uma equipe da pasta à China para “assumir o compromisso que, de fato, haverá essa compra pelo governo federal”.


“Com isso, teremos a possibilidade de vacinar a população brasileira dentro da faixa que for recomendada pela Anvisa para a dengue, um fato único no mundo até agora”, acrescentou.  


O investimento, segundo Nisia, é de R$ 1,26 bilhão. Também estão previstos R$ 68 milhões em estudos clínicos para ampliar a faixa etária a ser imunizada e incluir idosos, além de avaliar a coadministração da dose contra a dengue com a vacina contra o Chikungunya, também desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Prevenção

Ainda de acordo com o governo federal, a vacina segue como prioridade no enfrentamento à dengue no país. Entretanto, até que a vacinação em massa aconteça, a orientação é manter o reforço de ações de prevenção, vigilância e preparação da rede de assistência, visando evitar mortes.

Dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses indicam que, em 2025, o Brasil registra 401.408 casos prováveis de dengue e 160 óbitos confirmados pela doença, além de 387 em investigação. O coeficiente de incidência, neste momento, é de 188,8 casos para cada 100 mil habitantes.

Insulina Glargina

O governo federal também anunciou, em Brasília, a fabricação nacional da insulina Glargina como parte do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), do Ministério da Saúde. O projeto envolve a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a ampliação da fabricação do produto final pela Biomm, empresa que recebeu o registro para a produção de insulina Glargina.

“A produção do IFA será realizada na planta da Fiocruz em Eusébio, no Ceará, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e incentivando o desenvolvimento regional. Esta será a primeira planta produtiva de IFA de insulina da América Latina, assegurando ao Brasil uma cadeia produtiva completa para o abastecimento do SUS”, destacou o Ministério da Saúde, em nota.

A previsão é que a produção de insulina da Biomm possa atingir 70 milhões de unidades anuais ao final do projeto. O primeiro fornecimento dessa parceria ao SUS está previsto para o segundo semestre de 2025.

Vírus sincicial respiratório

Outro anúncio trata de uma parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer que vai permitir a produção de até 8 milhões de doses anuais da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Brasil, atendendo à demanda atual do SUS e possibilitando a ampliação do público-alvo, incluindo a população idosa. O investimento total é de R$ 1,26 bilhão entre 2023 a 2027.

O ministério estima que, por meio da imunização, serão evitadas 28 mil internações anuais causadas por complicações do VSR. O primeiro fornecimento da vacina para o SUS está previsto para o segundo semestre de 2025. A estratégia adotada pelo ministério inclui ainda a negociação de preços com os produtores, a incorporação de anticorpos contra o vírus para bebês prematuros e a oferta da vacina para gestantes.

Influenza

O governo federal informou que as parcerias firmadas também vão garantir inovação e acesso à vacina Influenza H5N8, “colocando o Brasil na vanguarda global para apresentar uma resposta rápida e eficaz a futuras emergências”.

Fica garantida a composição de estoque estratégico, fortalecendo a preparação e a aceleração da capacidade de produção e inovação do país, permitindo ajustes rápidos na formulação da vacina conforme a evolução do patógeno; e a capacidade produtiva disponível para a produção e fornecimento de mais de 30 milhões de doses/ano.

Em discurso no evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou as iniciativas e investimentos do governo federal no setor industrial da saúde. As ações anunciadas estão alinhadas à estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), que é a política de governo para atração de investimentos para o desenvolvimento da indústria nacional.

Segundo Alckmin, o setor da saúde foi o que mais tirou recurso para inovação. “O presidente Lula fez a depreciação acelerada para renovar parque industrial, trocar máquinas e equipamentos. O presidente Lula fez TR [taxa referencial] para pesquisa, desenvolvimento e inovação, é juro real zero; R$ 80 bilhões do BNDES, Finep, Embrapii e ainda recursos, às vezes, não reembolsáveis, dependendo do tipo de pesquisa”, destacou o vice-presidente. ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf9479deead.jpg" length="83788" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:52 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Governo, anuncia, vacina, 100, nacional, contra, dengue, SUS, 2026</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Anvisa cancela venda de pomadas para fixar cabelos; veja a lista</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/anvisa-cancela-venda-de-pomadas-para-fixar-cabelos-veja-a-lista</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/anvisa-cancela-venda-de-pomadas-para-fixar-cabelos-veja-a-lista</guid>
<description><![CDATA[ A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cancelou a comercialização de 47 pomadas para fixar ou modelar cabelos por não atenderem aos critérios estabelecidos para essa categoria de cosméticos. Segundo a Agência, as empresas não se adequaram às exigências da resolução 814/2023.

Confira a lista dos produtos cancelados.  

A Agência destaca que apenas os produtos regularizados podem ser fabricados e vendidos e o descumprimento dessa norma é considerado uma infração sanitária, sujeita a penalidades que incluem multa, cancelamento de registro, interdição do estabelecimento. 

Segundo a Anvisa, a maioria dos produtos cancelados descumpriu o artigo da resolução que determinava a adequação dos processos de produtos que haviam sido regularizados por notificação e a apresentação de informações como: 


	cópia da licença sanitária
	arte da rotulagem contendo modo de uso e quantidade de produto a ser aplicado 
	declaração/avaliação da empresa titular atestando a segurança do produto


Logo após a publicação da RDC 814/2023, a Anvisa já havia cancelado os registros de 1.266 pomadas. 

Dicas

A Anvisa elaborou uma página com orientações sobre pomadas para fixar ou modelar cabelos.  

O uso de produtos irregulares ou de forma inadequada pode provocar efeitos indesejados como cegueira temporária (perda temporária da visão), forte ardência nos olhos, lacrimejamento intenso, coceira, vermelhidão, inchaço ocular e dor de cabeça.  

A lista das pomadas autorizadas está disponível no site da Agência. Só os produtos dessa lista podem ser comercializados.

Veja aqui a lista completa. ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf94780f329.jpg" length="53942" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:50 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Anvisa, cancela, venda, pomadas, para, fixar, cabelos, veja, lista</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Neurite vestibular: entenda a causa de internação de Dilma Rousseff</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/neurite-vestibular-entenda-a-causa-de-internacao-de-dilma-rousseff</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/neurite-vestibular-entenda-a-causa-de-internacao-de-dilma-rousseff</guid>
<description><![CDATA[ 
                    
				Uma doença que não oferece risco à vida, mas causa extremo desconforto. Assim é a neurite vestibular, ou a inflamação do nervo do labirinto, doença que levou a ex-presidenta do Brasil e atual presidenta do banco do Brics, Dilma Rousseff, a ser internada em um hospital de Xangai, na China, onde ela mora.

O labirinto é uma pequena estrutura que fica dentro dos nosso ouvidos, mas tem uma grande importância, como explica a otoneurologista do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia, Lisandra Arima:


Notícias relacionadas:Dilma Rousseff é internada após quadro de neurite vestibular.Anvisa cancela venda de pomadas para fixar cabelos; veja a lista.Governo anuncia vacina 100% nacional contra a dengue no SUS em 2026.&quot;Hoje a gente fala que o labirinto é um sexto sentido, porque ele é um sensor de movimento, ele percebe a aceleração da cabeça. Associado à visão e ao tato, ele faz parte de um sistema maior, que é o equilíbrio&quot;.


A médica conta que as pessoas têm um labirinto direito e um esquerdo e cada um tem dois nervos. &quot;Qualquer um desses dois nervos pode ficar inflamado e perder sua função&quot;.  

De acordo com o otoneurologista Márcio Salmito, geralmente o paciente com neurite vestibular precisa de cuidados emergenciais porque fica temporariamente incapacitado pelos sintomas.

&quot;Ele tem, de uma hora para outra, uma crise de vertigem, aquela sensação de que está tudo girando, como se estivesse no liquidificador, de forma bem intensa. E isso vem junto com muito mal-estar. A maioria das pessoas que tem neurite vestibular fala que foi a pior coisa que já sentiu na vida&quot;, relata o médico, que é presidente da Academia Brasileira de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia.

Causas e tratamento

Márcio Salmito explica que o diagnóstico geralmente é feito com base nos sintomas, já que somente em alguns casos é possível verificar a inflamação em exames de ressonância magnética. A vertigem também é acompanhada de aceleração dos batimentos cardíacos, palidez, suor frio e vômitos frequentes, que podem causar desidratação.

A inflamação geralmente ocorre por infecção viral, inclusive influenza e covid-19. Por isso, o tratamento tradicional é feito com o controle dos sintomas e a administração de anti-inflamatórios a base de corticóides.

Apesar de não oferecer risco à vida, a doença pode deixar sequelas, de acordo com otoneurologia Márcio Salmito: &quot;Tem três possibilidades: o labirinto pode voltar ao normal, como se nada tivesse acontecido; a segunda possibilidade, que é a mais comum, é o labirinto não voltar mais ao normal, e no entanto, a pessoa conseguir, pelo mecanismo de compensação vestibular, ficar totalmente sem sintomas; e a terceira possibilidade é a pessoa não conseguir compensar e desenvolver um quadro de tontura crônica&quot;

Por causa da idade - 77 anos - Dilma tem mais chances de ficar com a função do labirinto prejudicada. Isso porque, de acordo com Salmito, o mecanismo de compensação - que faz com que a estrutura do ouvido saudável assuma a função do ouvido atingido - piora com o passar dos anos.

Mas, quando o paciente demora ou não consegue se recuperar, é possível intervir com exercícios de reabilitação vestibular ou medicamentos. Além disso, a otoneurologista Lisandra Arima lembra que a vertigem pode ter consequências secundárias, especialmente em idosos: &quot;a habilidade de se movimentar pode cair um pouco, o que aumenta o risco de acidentes, quedas e fraturas&quot;

Outras doenças

A médica do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia destaca ainda que a neurite vestibular causa sintomas tão intensos que dificilmente a pessoa deixará de procurar atendimento médico, mas todas as tonturas e vertigens devem ser investigadas:

&quot;Muitos pacientes acabam tomando remédio para o labirinto, sem saber exatamente qual é a doença que está por trás. Pode ser um AVC, que a gente tem que investigar a parte vascular, ou uma crise de migrânea vestibular, que é uma tontura associada com a enxaqueca.&quot;


&quot;Algumas doenças são mais arrastadas, aí o paciente consegue entender que aquele movimento não é confortável, e passa a evitar o movimento que dá tontura. Então, no dia a dia, ele vai convivendo com a tontura, porque ele cria mecanismos para não ter aquele desconforto. Mas em alguns casos, quando a gente examina, consegue flagrar que existe uma tontura muito importante e que precisa de um tratamento específico.&quot;, aconselha a especialista.
 ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf9476430b8.jpg" length="78594" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Neurite, vestibular:, entenda, causa, internação, Dilma, Rousseff</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Covid&#45;19: primeiro caso foi confirmado em São Paulo há cinco anos</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/covid-19-primeiro-caso-foi-confirmado-em-sao-paulo-ha-cinco-anos</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/covid-19-primeiro-caso-foi-confirmado-em-sao-paulo-ha-cinco-anos</guid>
<description><![CDATA[ 
                    
				Há cinco anos, em 26 de fevereiro de 2020, foi confirmado o primeiro caso de covid-19 no Brasil: um homem de 61 anos, que havia viajado para a Itália e estava em atendimento desde o dia 24 no Hospital Israelita Albert Einstein. Ele sobreviveu. 

Em São Paulo, a equipe do Einstein já estava se preparando há alguns dias, assim como as equipes de outros grandes hospitais do país. Àquela altura dos acontecimentos no Brasil, todos os serviços de saúde e toda a sociedade já estavam esperando o primeiro caso aparecer. Qualquer paciente que chegava ao serviço de emergência com sintomas de síndrome gripal era automaticamente colocado sob suspeita de covid-19.

Notícias relacionadas:Estudo genético na Maré mostra evolução da covid-19 com impacto global.Diagnóstico de Covid longa passa despercebido nos serviços de saúde.Encontrado primeiro coronavírus na América do Sul semelhante à Mers.No caso do primeiro paciente com sintomas da doença, especificamente por ter vindo de uma região que, naquele momento, estava em franca epidemia, que era o norte da Itália, a suspeita foi muito forte. &quot;Por isso, os clínicos que o atenderam no pronto-socorro suspeitaram da síndrome e foi solicitado o PCR para a identificação específica do vírus SARS/Cov-2, que à época só nosso laboratório era capaz de fazer”, conta Cristóvão Mangueira, diretor-médico do Laboratório Clínico do Einstein.


            
        
    
Funcionário de laboratório Hermes trabalha no teste da covid-19 - Foto Washington Alves/Reuters/Arquivo


Segundo Mangueira, a equipe responsável pelo diagnóstico estava em preparação desde os primeiros casos, em dezembro de 2019, e era liderada na época pelo médico João Renato Rebello Pinho, patologista clínico, e pela bióloga Rúbia Santana, pesquisadora com doutorado em virologia.

“Naquele momento, não existiam testes comerciais para a detecção do vírus da covid-19, então o único serviço que havia era o do Einstein. Desenvolvemos um teste dentro do laboratório, especificamente para o diagnóstico desse vírus. Isso foi feito com base em técnica desenvolvida na Alemanha, o chamado protocolo Charité. Os alemães já tinham sequenciado o vírus e descrito o método de PCR e, com essas informações, montamos o nosso teste”, lembra.

A divulgação posterior foi feita após serem afastadas outras possibilidades. O caso foi notificado pela instituição às autoridades sanitárias no dia 25 de fevereiro, uma terça-feira de carnaval, com a folia lotando as ruas das principais capitais.


&quot;A confirmação foi feita pelo Ministério da Saúde, em uma entrevista coletiva sem distanciamento ou máscaras, no dia 26. O então ministro Luiz Henrique Mandetta garantiu, segundo texto da própria pasta, que “a população brasileira teria todas as informações necessárias para que cada um tomasse suas precauções, que são cuidados com a higiene e etiqueta respiratória, como lavar as mãos e o rosto com água e sabão. Este é um hábito importante e higiênico para evitar não só doenças respiratórias como outras doenças de circuito oral”. As medidas, como se soube poucas semanas depois, eram ineficientes.


Dos primeiros casos às primeiras ondas

Os primeiros casos da doença foram registrados ainda em dezembro, na China, quando o governo avisou à Organização Mundial da Saúde (OMS) que havia uma síndrome gripal nova, não identificada, com explosão de casos na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei. Não havia detalhes sobre como era transmitida ou de onde havia surgido: a resposta à primeira dúvida veio em março, quando a doença foi classificada como pandemia pela OMS, enquanto a segunda ainda não está de todo esclarecida, embora a hipótese mais aceita é de que tenha se originado de contaminação entre espécimes exóticos no mercado central da cidade de Wuhan. 


            
        
    
O Instituto de Virologia em Wuhan, na China. Foto WIV/Wikimedia


A quarentena em Wuhan foi decretada em 23 de janeiro. Cerca de cinco horas antes, durante a madrugada, foi anunciada ao exterior em redes sociais do governo chinês, inclusive em inglês, e restringia a  circulação de quem entrava e saía da cidade. No Brasil, a informação demorou ao menos dois dias para circular, ainda com olhar cético, e coincidiu com a proibição chinesa de viagens no feriado do ano novo chinês, historicamente a semana de maior circulação interna no país. 

No Brasil, além do paciente atendido no Einstein, outros casos eram investigados: “Até esta quarta-feira (26), 20 casos suspeitos de infecção pelo coronavírus são monitorados pelo Ministério da Saúde em sete estados do país (PB, PE, ES, MG, RJ, SP e SC)). Nesta quarta-feira (26), o Brasil registrou o primeiro caso de coronavírus, em São Paulo. Ao todo, 59 casos suspeitos já haviam sido descartados após exames laboratoriais apresentarem resultados negativos para o coronavírus”, explicava um release do dia 26/02/2020, do Ministério da Saúde.

O então ministro Mandetta não descartou a necessidade de ações de vigilância, mas recuou quando os estados começaram a discutir as medidas de distanciamento. O Distrito Federal adotou as primeiras medidas em 11 de março, seguido nas semanas seguintes pelos principais estados. 


            
        
    
População usa máscaras no centro do Rio durante pandemia de covid-19. - Foto Fernando Frazão/Agência Brasil


A escalada de casos e mortes e a demora de decretos federais de restrição de circulação foram decisivos para a interiorização dos casos que levaram a cerca de 700 mil mortes no país, durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo estudo de 2022, de Thalyta Martins e Raphael Guimarães, “a pandemia de covid-19 desvelou no Brasil uma crise do Estado federativo. O contexto de instabilidade política, que vinha desde 2015, se tornou ainda mais caótico mediante a gestão ineficiente e pouco articulada da União na condução da crise sanitária, em que predominaram entraves de articulação intergovernamental, indefinição e sobreposição de atribuições e funções, barreiras na integração e execução de ações em tempo oportuno, protagonismo de alguns governos e negligência de outros, veiculação de informações contraditórias e com pouca transparência”.  ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf9474669a2.jpg" length="88319" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Covid-19:, primeiro, caso, foi, confirmado, São, Paulo, há, cinco, anos</media:keywords>
</item>

<item>
<title>Vacinação da população de áreas remotas terá R$ 20 milhões em 2025</title>
<link>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/vacinacao-da-populacao-de-areas-remotas-tera-r-20-milhoes-em-2025</link>
<guid>https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/vacinacao-da-populacao-de-areas-remotas-tera-r-20-milhoes-em-2025</guid>
<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), irá investir cerca de R$ 20 milhões na Operação Gota 2025, que tem o objetivo de vacinar populações que vivem em áreas remotas e de difícil acesso. 

A ação abrange regiões de fronteira e comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e rurais na Amazônia Legal.

Notícias relacionadas:Inscrições para atuar em saúde indígena estão abertas até sexta-feira.Campanha vai estimular vacinação de adolescentes contra o HPV.Serão disponibilizadas todas as 22 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, com exceção da vacina contra a dengue, que não está recomendada para áreas remotas e de difícil acesso. 

Criada em 1993, a Operação Gota facilita o transporte de vacinas, medicamentos e equipes de saúde e promove treinamento especializado para as equipes locais. O Ministério da Saúde coordena e financia a operação, que conta com o apoio do Ministério da Defesa, da Força Aérea Brasileira (FAB), secretarias estaduais e Secretaria de Saúde Indígena.

O planejamento da Operação Gota 2025 foi feito em uma reunião nesta semana entre a equipe do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a FAB. Técnicos e pilotos da FAB ficarão responsáveis pelo georreferenciamento, pontos de saída, rotas e locais de pouso nas comunidades atendidas.

Os critérios para definir as áreas contempladas incluem:


	Regiões sem acesso por rodovias ou hidrovias;
	Locais que exigem mais de cinco dias de viagem para atendimento;
	Áreas sem visitação por mais de seis meses ao ano;
	Territórios com barreiras geográficas significativas;
	Regiões de floresta onde o profissional precisa permanecer por mais de quatro dias sem comunicação.
 ]]></description>
<enclosure url="https://www.jcsites.com/demos/jcsnoticias/uploads/images/202502/image_870x580_67bf947294f5b.jpg" length="56507" type="image/jpeg"/>
<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 19:23:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>jcsites</dc:creator>
<media:keywords>Vacinação, população, áreas, remotas, terá, milhões, 2025</media:keywords>
</item>

</channel>
</rss>